2017: um ano para se construir

Flavio Amary: “Colocar a mão na massa  para construir 2017
Flavio Amary: “Colocar a mão na massa 
para construir 2017

Falta pouco para terminar 2016, marcado por acontecimentos que, por sua gravidade, levaram o País à beira da derrocada econômica.

O setor imobiliário deve fechar este ano com desempenho de vendas 30% inferior ao registrado em 2015. Juros altos, elevado desemprego e crédito imobiliário escasso afetaram duramente nossas atividades.

A quantidade de distratos foi terrível. O estoque de imóveis impediu novos lançamentos, o que acentuou o desemprego no canteiro de obras e nos escritórios das empresas, as quais tiveram de adotar estratégias agressivas de venda (descontos) para sobreviver.

Adicione-se, ainda, as dificuldades nos licenciamentos, a insegurança jurídica (projetos legalmente aprovados são embargados pelo Ministério Público), a burocracia, as exigências impostas por novos Planos Diretores e legislações de uso e ocupação do solo (restringir para ganhar com outorgas, pouco importando o encarecimento da moradia).

Encerra este rosário, que justifica o pior resultado do mercado imobiliário desde 2004, a crise de confiança, fruto das crises econômica, política e, agora, institucional.

Pensamos que, com a posse do governo Temer, haveria algum tempo para o setor produtivo nacional se organizar. No horizonte, propostas concretas para o ajuste fiscal, como PEC que limita os gastos públicos (aprovada) e da PEC da Previdência (cuja admissibilidade foi confirmada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados).

Existe, todavia, uma sucessão de fatos que não nos deixa respirar. Cumprindo suas obrigações, a Operação Lava Jato embarcou a sociedade num trem fantasma. Nenhum dia termina como começou. Impossível adivinhar o próximo susto. Predomina a incerteza. Por paradoxo que seja, é a verdade levando o País ao fundo do poço. E ainda há muito a investigar, deletar, vazar e punir.

O que fazer? Cruzar os braços e esperar que próximo ano “cuide” de nós? Ir às ruas pedindo o que já pedimos? Confiar em milagre?

Não é da natureza do empreendedor brasileiro aguardar os fatos. Temos a responsabilidade de provocá-los. Temos de destravar a produção para recuperar e gerar emprego e renda; sustentar as reformas estruturais; e expressar o descontentamento com essa disputa por holofotes entre as instituições. O Brasil merece ser respeitado à altura de sua grandeza.

A sociedade civil organizada precisa assumir o protagonismo que dela se espera para fazer as mudanças necessárias.

Entidades empresariais devem se unir em torno de uma pauta comum e, coletivamente, defendê-la e exigir providências.

Se o juro alto não pode continuar, pressionar, em uníssono. Mas não só nas ruas. Precisamos ir lá, no Congresso, no Palácio do Planalto. Falar com quem tem o poder da pena. Trazer a imprensa para apoiar editorialmente as ações focadas no interesse público.

Enfim, fazer a política no seu sentido original. A ‘politéia’ da antiga Grécia, pautada no estudo e na aplicação das melhores formas de gerir a pólis (Estado), buscando o bem comum.

A principal missão da sociedade civil organizada é construir 2017. Atuar politicamente; colocar a mão na massa; enfrentar quem deseja o atraso econômico, social e ético.

São os empreendedores e os trabalhadores brasileiros que fazem o desenvolvimento nacional. Ele não cai do céu. É fruto de muito empenho e suor.
Vamos construir 2017! O futuro depende de nós!

28 de dezembro de 2016

 

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