Secovi-SP e Fiesp definem pauta comum

Flavio Amary e Paulo Skaf
Flavio Amary e Paulo Skaf - Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Em reunião realizada dia 30/11, o Secovi-SP e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ajustaram uma pauta de temas que, em razão de seu inegável interesse público, será conjuntamente trabalhada por ambas as entidades. 

Ao abrir os trabalhos, em almoço na sede da Fiesp, Paulo Skaf disse que o País hoje tem mais confi ança e esperança, em razão da esperada aprovação (prevista para breve) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos, medida essencial para o ajuste público. “O Brasil não tem alternativa. Se isso tivesse ocorrido há dez anos, não estaríamos nas atuais condições. Agora, o que ninguém aceita são mais gastos públicos e mais impostos”, disse. 

“Se de um lado o governo está errando na comunicação com a sociedade - deixando de esclarecer que saúde e educação são prioridades -, de outro está acertando na aprovação de reformas estruturais, como a previdenciária, a trabalhista e até mesmo a política (embora ainda longe do ideal). Mas isso não basta. É preciso reduzir os juros e retomar o crédito. Ainda, combater a corrupção. Esses são alguns dos pontos que temos em comum com o Secovi-SP. É fundamental estarmos unidos e afi nados. Todos queremos o bem da Nação. Esse encontro marca o início de um relacionamento permanente”, adicionou Skaf. 

O presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, salientou a importância da construção de uma pauta comum. “O País precisa de nossa integração, da sinergia de opiniões. Queremos trabalhar em conjunto para fazer as mudanças necessárias, razão pela qual apoiamos de pronto a PEC. Quem não defende o controle de gastos? Não temos viés partidário. Nosso partido é o Brasil”, asseverou. 

Amary ressaltou a apreensão com o cenário nacional e os últimos acontecimentos que estremeceram o ambiente político. “É mais um preocupante soluço que trava o País, postergando investimentos e aquisições. Isso atrasa o desenvolvimento econômico e agrava o maior problema nacional, que é o desemprego. O governo Temer tem de ser mais rápido nas reformas. Nessa condição, difi cilmente a taxa de juros irá cair muito.” 

E o presidente do Secovi-SP acertou: na tarde de 30/11, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto porcentual foi considerado “tímido e conservador” por Flavio Amary. 

Lei de Licenciamento Ambiental, Planta Genérica de Valores do Município de São Paulo (precisa ser reajustada para baixo em função do atual valor dos imóveis no mercado), terceirização, FGTS, descontaminação de solo e educação são matérias que também integram a pauta comum. Os assuntos mais técnicos serão estudados com o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic/ Fiesp) para orientar a tomada de posição pelas entidades. 

Além de Amary e Skaf, participaram do encontro, pela Fiesp, os vice-presidentes José Ricardo Coelho, José Carlos de Oliveira Lima, Eduardo Capobianco; os presidentes Narciso Preto (Sintivesp), José Silvio Valdissera (Sindinstalação), Carlos Alberto Cordeiro (Sindicel); José Antonio Baggio (Sindimad); o vice-presidente do Sindratar, Adalberto Zanizzelo; e o diretor do Deconcic, Sérgio Cançado. 

Compareceram pelo Secovi- SP os vice-presidentes Ricardo Yazbek, Basilio Jafet, Emilio Kallas, Rodrigo Luna, Caio Portugal e Carlos Borges; o presidente do Conselho Consultivo Claudio Bernardes; João Crestana, responsável pela área de Relações Internacionais; e Romeu Chap Chap, coordenador do Núcleo de Altos Temas (NAT).

7 de dezembro de 2016

 

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