Brasil pode ser campeão mundial da paz

Flavio Amary: “Colocar a mão na massa  para construir 2017
Flavio Amary, Merval Pereira, Delfim Netto e
Rodrigo Luna

O Núcleo de Altos Temas do Secovi-SP (NAT) recebeu, em 12/12, dois notáveis palestrantes: o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Lopes.

Para Flavio Amary, presidente da entidade, o agronegócio tem impacto muito positivo no setor imobiliário. "Muitas cidades se desenvolvem graças à agropecuária. E, atualmente, diante da dificuldade de licenciamento, potencializada pela crise econômica, muitos loteadores estão dirigindo suas atividades para essa área."

Conforme Maurício Lopes, houve grande avanço da pesquisa e inovação nos últimos anos. "Conseguimos transformar o serrado estéril em área cultivável. O Brasil desenvolveu um modelo próprio de agricultura baseado em ciência. Hoje, é o maior exportador do mundo."

Para o coordenador do NAT, Romeu Chap Chap, mesmo com crises políticas e econômicas, um país nunca deixa de ser um país. "Cedo ou tarde, elas são superadas. O que vivemos agora vai passar. Aliás, tudo o que está acontecendo é necessário e útil. Nos traz a verdade das coisas. Entretanto, um país com fome dificilmente poderá se reconhecer como país. Fome é antônimo de civilização."

Roberto Rodrigues aponta a segurança alimentar mundial como tema universalmente preocupante. "Segundo a ONU, não há paz onde há fome. Até 2020, a oferta de alimentos terá de crescer pelo menos 40%. O agronegócio nacional tem condições de, num prazo de 10 anos, aumentar sua produção em 20%. Temos tecnologia, terra (a agropecuária usa menos de 30% dos 800 milhões de hectares existentes) e gente."

Todavia, essa meta dificilmente será alcançada. "Faltam estratégias para logística/infraestrutura; a política de renda/crédito e seguro rural é insuficiente; não há acordos bilaterais relevantes; a legislação trabalhista e muitas outras são obsoletas. Precisamos de uma revolução política para cumprir o que o planeta nos pede: fazer do Brasil campeão na segurança alimentar e, portanto, campeão mundial da paz", defende Rodrigues.

Mercado imobiliário em outubro

De acordo com a Pesquisa Secovi, o mercado de imóveis na capital paulista registrou melhora no mês de outubro. Contudo, os dados acumulados em 12 meses (novembro de 2015 a outubro de 2016) mostram redução de 30% nos lançamentos e de 16% nas vendas. A explicação para esse movimento está na falta de confiança de incorporadores e consumidores na recuperação da economia. "Estes resultados foram os mais baixos registrados pela pesquisa desde 2004", revela Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato da Habitação.

"O aspecto positivo é que existe muito trabalho e disposição para revertermos essa situação. Esperamos que, com o novo governo municipal, os ajustes das contas públicas, em todos níveis, e a queda mais acentuada dos juros, o mercado imobiliário volte a crescer em 2017, pois, comprovadamente, existe demanda", ressalta o prisidente Flavio Amary.

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Feliz Natal - É o que deseja a diretoria do Secovi-SP a seus representados, parceiros, amigos e leitores.

 

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