25 anos reconhecendo heróis

Basilio Jafet*
Hoje à noite, a Fiabci-Brasil e o Secovi-SP realizam a 25ª cerimônia de entrega do Prêmio Master Imobiliário. Mais uma vez, teremos uma grande celebração, reunindo empresários, autoridades governamentais, líderes de entidades de classe e jornalistas para conhecer as empresas e os profissionais vencedores do ano, e o grande homenageado hors concours.

Criado para reconhecer a excelência no atendimento das necessidades imobiliárias da população, o prêmio é chamado de ‘Oscar’ do setor em âmbito nacional. E de fato o é. Afinal, os cases são criteriosamente selecionados por uma comissão julgadora multidisciplinar de altíssimo nível. Não é fácil conquistar esse troféu. Quem o alcança realmente faz por merecer.

Isso justifica o fato de o Master Imobiliário chegar a um quarto de século com o mesmo significado e valor originais, o que não acontece com muita frequência. Várias premiações nasceram e morreram sem deixar evidências de que um dia existiram.

A razão do sucesso do prêmio reside no sucesso de um setor que, nos últimos 25 anos, enfrentou todo tipo de adversidade. E isso não é um exagero. Basta ver o que aconteceu com o mercado – e o País – de 1994 para cá. Uma verdadeira montanha russa. Com base em estudos e levantamentos do Departamento de Economia do Secovi-SP e de instituições como a FIA (Fundação Instituto de Administração), podemos pontuar alguns acontecimentos importantes.

No início dos anos 1990, apenas 30 mil unidades foram financiadas com recursos da poupança em todo o País. O setor imobiliário sobrevivia das vendas diretas aos compradores de média e alta renda.

A partir de 2001, com a substituição da hipoteca pela alienação fiduciária, seguida da aprovação do novo marco regulatório do crédito imobiliário (2004), tudo começou a melhorar. Os novos instrumentos legais e a economia estável dinamizaram o mercado. A mitigação de riscos reduziu a taxa de juros e os prazos de financiamento foram ampliados, chegando a 30 anos.

Porém, a economia novamente esfriou. Nosso setor mais uma vez desacelerou, enfrentando menos crédito, baixa demanda e juros mais altos. Mergulhou em uma de suas piores crises, agravada pelo problema dos distratos – hoje regulamentados.

Somente a partir do ano passado é que a situação do mercado de imóveis (não da economia nacional, vale destacar) começou a melhorar. E isso apesar das restrições legislativas no uso e ocupação do solo, da burocracia e da insegurança jurídica.

O processo é de recuperação, apoiado pela baixa taxa de juros nos financiamentos. Todavia, estamos longe de operar para fazer frente às necessidades nacionais de geração de emprego e renda. É preciso recuperar a estabilidade econômica, o que depende das reformas estruturais, felizmente encaminhadas.

Todo esse relato revela que empreender e atuar no setor imobiliário é realmente para pessoas muito determinadas e corajosas. Coisa de heróis. Heróis que o Prêmio Master sempre soube e saberá enaltecer.

 

*Presidente do Secovi-SP e ex-presidente da Fiabci-Brasil

28 de agosto de 2019

 

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