Corretor de imóveis, profissão eterna

Em tempos de transformação digital, diariamente surgem análises
Claudio Hermolin*

sobre profissões que serão substituídas por robôs. Se houver uma alternativa tecnológica para o trabalho humano, ela será escolhida para aumentar a produtividade.

Que a inteligência artificial dará conta de realizar atividades até então feitas por pessoas ninguém duvida. Então, é natural imaginar que a intermediação imobiliária um dia será feita apenas por meio de plataformas digitais.

Acontece que isso não corresponde à realidade, atual ou futura. A tecnologia vem para facilitar e aprimorar a experiência de comprar, vender ou alugar. Reduz o tempo de busca. Permite visitas virtuais à unidade e ao entorno. Enfim, proporciona comodidades que favorecem a decisão e dinamizam os negócios.

Contudo, na hora de efetivá-los, a presença da imobiliária continua, como continuará sendo, imprescindível. E isso não é uma afirmação de quem atua no setor. É o que acontece no mundo.

Recentes pesquisas feitas no Vale do Silício indicam que nos EUA, Canadá, na Inglaterra e Austrália 70% dos usuários de plataformas do mercado imobiliário querem ter a presença de um corretor em algum momento da transação. E estamos falando de países onde o segmento de comercialização de imóveis é dos mais organizados e avançados do planeta.

A presença humana nas negociações imobiliárias sempre prevalecerá. A figura do corretor irá mudar. Isso é inevitável. Ele precisará ter maior qualificação e informação. Sua atuação como consultor será cada vez mais demandada. Afinal, seu conhecimento não tem como ser ‘artificializado’. Menos, ainda, seu feeling de mercado.

Uma unidade não é precifcada apenas por metragem, padrão ou localização. Tudo influi no preço de um imóvel. O andar, a face, as características da rua, o tipo de piso. Não há tecnologia capaz de dominar questões subjetivas. Subjetividade é característica humana. Assim como a psicologia e a diplomacia exigidas nas tratativas entre as partes, onde quem vende sempre quer receber mais e quem compra quer pagar menos. Aí, a ciência de quem conhece o mercado vem para pacificar e viabilizar a aquisição.

Quando alguém adquire um carro zero, normalmente vai sozinho à concessionária, escolhe o modelo, paga e pega as chaves. Mas, quando o carro é usado, é diferente. O comprador tem o cuidado de levar o veículo ao seu mecânico de confiança. No imóvel usado, ninguém abre mão da orientação do corretor. E mesmo em se tratando de imóvel novo, sempre se busca o aconselhamento do especialista.

A tecnologia vem para tornar a jornada do cliente mais prazerosa e veloz. Mas, no final, o cliente vai sempre desejar a presença de um corretor, único capaz de assessorar sua decisão com base em dados relevantes para quem faz um investimento que, não raro, é o maior de sua vida.

Grandes imobiliárias estão se adequando às transformações digitais. E tanto elas, como as pequenas e médias, precisam ser apoiadas, como estão sendo, pelo Secovi-SP e pela Rede Imobiliária Secovi.

A profissão do corretor de imóveis nunca vai acabar. Enquanto houver chão, parede e teto para produzir (seja em 3D ou outro sistema), haverá alguém para comprar, vender e intermediar.

*Presidente da Ademi-RJ e vice-presidente eleito de Intermediação Imobiliária do Secovi-SP

30 de outubro de 2019

 

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