Mercado depende de bancos e calibragemda Lei de Zoneamento

Petrucci, Amary e Prando apresentam balanço anual do mercado de imóveis

O balanço do mercado imobiliário residencial da Capital surpreendeu. De acordo com o Secovi-SP, e após três anos de sucessivas quedas, o setor fechou 2017 com crescimento de 46% nas vendas de imóveis, 48% no total de unidades lançadas e quase 28% no VGV (Valor Geral de Vendas), em comparação com o exercício anterior.

“Com a melhoria do ambiente econômico, fruto da agenda reformista do governo, redução da infl ação e da taxa de juros, e elevação dos índices de confi ança de empresários e consumidores, o setor iniciou suave movimento de recuperação em agosto de 2017. Mas o desempenho no último trimestre foi determinante para consolidar o processo de retomada”, considera o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Baseado nos levantamentos mensais da Pesquisa Secovi-SP e da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), o balanço confirma o descolamento da economia do ambiente político. “A reação do mercado superou as expectativas. A previsão era de crescimento entre 5% e 10%. Importante ressaltar a decisiva participação do programa Minha Casa, Minha Vida, responsável por 36% das unidades lançadas e boa parte das comercializadas, haja vista que apartamentos com 2
dormitórios representaram 61% das vendas”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe da entidade.

“O comportamento da venda de imóveis prontos de terceiros antecipa a tendência do mercado de novas unidades”, diz o vice-presidente de Intermediação Imobiliária do Secovi-SP, Flávio Prando.


“Sem a calibragem da Lei de Zoneamento, será difícil construir e repor o estoque que está sendo consumido”


“Começamos 2017 com muitas consultas e raros negócios. A partir do segundo semestre, os compradores tomaram coragem de decidir, o que gerou otimismo para 2018. Unidades de até R$ 500 mil e aquelas acima de R$ 3 milhões foram as mais vendidas. Com Selic em 6,75%, o investimento em imóvel voltou a ser interessante, o que irá repercutir em todas as faixas de valor. Por enquanto, os proprietários estão segurando os preços, mas a possibilidade de aumento é inevitável”, adiciona Prando.

Quanto às perspectivas para 2018, o Secovi-SP mantém a estimativa de crescimento de 5% a 10% nas vendas e lançamentos, em volume próximo ao do ano passado (28,6 mil unidades).

“Descontadas grandes reversões na macroeconomia, esse cenário só irá se confirmar, ou melhorar, se os bancos reduzirem as taxas de juros dos fi nanciamentos e se for feita, agora, a calibragem da Lei de Zoneamento de São Paulo”, salienta Flavio Amary.

“A resposta do mercado a mudanças legislativas é demorada. Caso a solução seja adiada, teremos oferta menor, preço maior e expulsão de pessoas para outras localidades. Lembre-se que a maioria dos empreendimentos hoje ofertados foi aprovada na legislação anterior. Sem a calibragem será difícil construir e repor o estoque que está sendo consumido”, alerta.

28 de fevereiro de 2017

 

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