Não há atalhos!

A greve dos caminhoneiros impôs prejuízos das mais diversas ordens ao País. Estima-se que as perdas de diversos setores somam, segundo levantamento realizado pelo jornal O Estado de S.Paulo, algo em torno de R$ 75 bilhões – sendo R$ 3,8 bilhões só na indústria da construção.

O PIB (Produto Interno Bruto), cuja previsão de crescimento estava próxima a 3% no início do ano, agora está na casa dos 2%. Além disso, com a economia travada, menos vagas de emprego devem ser geradas, por conta da insegurança de empresários e investidores. Mais: a subvenção do governo ao diesel se refletirá nas já debilitadas contas públicas.

A política de preços da Petrobras, que considera a volatilidade do preço do barril do petróleo no mercado internacional, foi posta no epicentro da crise, tida como a vilã da história e principal responsável pelos altos preços cobrados nos postos de gasolina. Ocorre que a fatia do preço sujeita a essas oscilações corresponde a apenas um terço do total que se paga nas bombas. Quase ninguém responsabilizou os 43% de impostos incidentes sobre os combustíveis (28% de ICMS e 15% de Cide, PIS/Pasep e Cofins). Em suma, há mais Estado na gasolina do que oscilação de preço internacional.

Esse fato aponta a necessidade urgente das reformas estruturais. Em 1988, a carga tributária brasileira era de 24% do PIB – algo normal para um País de renda média. De lá para cá, com as recorrentes altas de impostos praticadas pelos governos – todos, sem exceção! –, chegamos ao ponto de ter 40% da renda nacional transitando pelo setor público.

A principal causa de altos impostos, sem a devida contrapartida social, é o descontrole dos gastos, combinado com a ineficiência do setor público em todas as esferas de governo. Não há atalhos! É preciso reduzir o tamanho do Estado, que vem se mostrando ineficiente e dispendioso demais frente ao que oferece. Pagamos muito e temos pouco em contrapartida.

O tecido social, pouco a pouco, está se esgarçando, o que ficou evidenciado por episódios como a greve dos caminhoneiros – que, mesmo diante dos enormes transtornos, obteve 87% de aprovação popular. No entanto, a mudança não deve ser obtida pela imposição de força, por chantagem, nem por disseminação de discursos radicais. Nenhum desses expedientes encontra eco no espírito democrático necessário para conduzir o País à pacificação – pelo contrário, pode nos levar ao colapso.

Em outubro, teremos todos a oportunidade de iniciar um novo Brasil. E esse processo será possível por meio do voto. Ou seja, por meio da democracia – não pela barbárie.

* Presidente do Secovi-SP e reitor da Universidade Secovi

Aprova Rápido em detalhes - Técnicos da Prefeitura de São Paulo apresentaram, em 25/5, o passo a passo do programa Aprova Rápido, iniciativa municipal que agiliza a análise de aprovação e licenciamento de projetos na capital paulista. “Essa é uma reivindicação antiga do setor e do próprio poder público. Pela primeira vez, estamos tirando esse projeto da linha do desejo e o tornando realidade”, disse Heloisa Proença, secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento, a uma plateia de mais de 220 pessoas. Na abertura do evento, representantes do Secovi-SP e de demais entidades do setor assinaram termo de doação visando a proporcionar infraestrutura de informática ao colegiado responsável por operar o programa.

6 de maio de 2018 

 

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