O penhasco e a onda

Hubert Gebara*

Quando olhamos um penhasco imponente, a impressão que temos é que a onda do mar não representa qualquer ameaça. Vem apenas para refrescar seus ‘pés’ ou adornar a paisagem.

Com o tempo, porém, a insistente onda cria um “entalhe” na base do penhasco. Corrói a rocha. Abre cavernas. E de tanto bater pode até causar o seu colapso. A imagem é um pouco dramática, mas serve para mostrar que, por mais arraigados que sejam, conceitos sucumbem às ondas da realidade e da necessidade.

Desde que foram regulamentados, os condomínios residenciais, comerciais e mistos tinham por paradigma a figura do síndico morador ou usuário. Responsável pela gestão dos edifícios – inclusive civil e criminalmente –, o fato de o síndico viver ali carrega vários significados, dentre eles, o real compromisso em fazer o melhor pela preservação e manutenção, além de sentir diretamente os anseios dos condôminos.

Os condomínios evoluíram em tamanho e complexidade. Alguns se tornaram clubes. Outros se tornaram compactos para atender a novos estilos de vida, oferecendo serviços compartilhados, pay per use e uma série de inovações.

Entretanto, a única coisa que não evoluiu foi o número de condôminos dispostos a assumir a função de síndico. Acontece que a lei impõe a existência dessa figura. E ela é fundamental para ser porta-voz das demandas comuns e fazer a interface com as administradoras.

A cidade de São Paulo possui aproximadamente 25 mil condomínios. São milhares de funcionários empregados e milhões de reais movimentados. Verdadeiras máquinas que não podem parar, razão pela qual cresce a demanda por síndico não-condômino, erroneamente conhecido por ‘síndico profissional’.

Trata-se de um prestador de serviços contratado para gerenciar a gestão condominial. Cuidar do fundo de reserva, lidar com demandas de moradores, organizar cronogramas de obras, acompanhar inadimplência e observar a aplicação do regulamento interno fazem parte de suas atividades.

E vem a questão: o que é melhor para o condomínio: síndico morador ou síndico não condômino? O primeiro tem a vantagem de um vínculo maior com o condomínio. Ele pertence àquela comunidade. O segundo, por sua vez, se bem preparado, tem a vantagem da disponibilidade. Está no mercado e representa solução rápida para suprir a ausência de voluntários para a função.

A palavra-chave é preparo. Competência técnica para os desafios diários da gestão condominial. Daí a importância de curso oferecido pela Universidade Secovi para formação de síndicos.

Presencial e on-line, o “Curso de formação para profi ssionais de administradoras de condomínios e síndicos” é um dos mais completos da área em nível nacional, e também interessa a quem trabalha em administradoras de condomínios ou deseja ingressar nesse campo. Afinal, todos que atuam nesse setor precisam estar aptos a dar conta de dezenas de atividades multidisciplinares. Qualquer falha pode ser fatal em termos econômicos, estruturais e sociais.

A onda redesenhou o penhasco. E o Secovi- -SP, como sempre, oferece caminhos para que a vida dos condomínios siga sem risco de queda. Condômino ou não, um síndico tem de ser capacitado. É isso que todos devem considerar para bem decidir.Coluna aqui

*Vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP

31 de julho de 2019

 

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