Octavio de Lazari: “É possível fazer o Brasil crescer”

*Basilio Jafet e Octavio de Lazari

Temos uma obrigação, quase que pessoal, de mostrar nossa capacidade de superação. Devemos aproveitar o tempo que nos resta para fazer o máximo. Esta é nossa última chance para que as próximas gerações encontrem um Brasil melhor do que este que encontramos”, sentenciou Octavio de Lazari Júnior, a um público de 240 pessoas reunidas em encontro da política Olho no Olho do Secovi-SP, dia 22/5, na sede da entidade.

Ao recepcionar o convidado, Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, destacou a trajetória de sucesso de Lazari, cuja carreira no banco teve início aos quinze anos de idade, como office-boy. “Este é o DNA do Bradesco. As pessoas permanecem; muitas delas foram originadas na própria Fundação Bradesco, que é um modelo inspirador de formação profissional e cidadã”, afirmou.

Conforme Jafet, isso muito se deve aos valores da instituição, como simplicidade, ética e criação de oportunidades. “São postulados gravados em pedra, que garantem a solidez e a confiabilidade que servem de âncora não somente ao nosso sistema financeiro, mas ao conjunto de nossa economia.”

Ao analisar as perspectivas do cenário econômico nacional, Octavio de Lazari afiançou que é possível fazer o Brasil crescer. “Se compararmos o que aconteceu por aqui nos últimos 40 anos, um período de tempo relativamente curto, com a China, veremos que muito se resolverá com as providências adotadas por aquele país, como foco no ensino básico, abertura econômica, produtividade e outras medidas que mostram onde poderemos chegar”, disse.

Para Lazari, o governo tem de tocar o País com o pragmatismo utilizado pelas empresas. “A economia está decepcionando. Esperávamos uma aceleração a partir de janeiro, o que não aconteceu. O Brasil tem pressa. As transformações tecnológicas são implacáveis e temos 1/4 da população desempregada ou desalentada, que não terá tempo de se preparar para esse novo mercado de trabalho. Assim, atividades com intensa absorção de mão de obra, como a construção civil, são decisivas”, ponderou.

A boa notícia são as mudanças na política econômica, iniciadas em 2016, com redução dos gastos públicos e preços livres, com menor volume de subsídios, entre outras. “A taxa de juros básica pode cair, talvez ainda este ano. E a cada ponto porcentual a menos nas taxas de crédito imobiliário, mais dois milhões de famílias se tornam aptas a obter financiamento”, citou o dirigente.

Para Lazari, inúmeras oportunidades de crescimento serão potencializadas pela nova agenda econômica do governo federal, pautada pelo pensamento liberal, que confere ao setor privado o devido protagonismo, por meio de privatizações e outras decisões que reduzem a presença estatal. “A reforma da Previdência, de indiscutível necessidade, é uma espécie de abre-alas para outras igualmente importantes. Aliás, não precisamos de uma reforma tributária, mas de uma simplificação fiscal. Não dá para viver com 47 impostos diferentes”, asseverou.

Quanto ao setor imobiliário, Lazari afirmou que o estoque de unidades chegou a um patamar melhor, embora não ideal, e assegurou que o Bradesco continuará priorizando as operações de crédito. “Precisamos encontrar nosso lugar ao sol, saindo de uma participação de apenas 9% do PIB nacional, em termos volume de financiamento imobiliário, para um patamar de 20% ou mais, como acontece na maior parte dos países desenvolvidos. Temos muito para crescer.”

*Basilio Jafet e Octavio de Lazari

29 de maio de 2019

 

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