Proteção imobiliária é destaque dos seguros

O setor de seguros privados tem mostrado resiliência ao ciclo
Marcio Coriolano*

econômico baixo que tem caracterizado o País nos últimos anos. A maior prova dessa resistência é o protagonismo dos seguros residenciais, que cobrem danos aos imóveis, e do seguro habitacional, que garante financiamentos e empréstimos em caso de morte, invalidez ou doença do tomador do financiamento.

Mais do que a demonstração do bom desempenho de um setor segurador que movimenta anualmente R$ 445 bilhões em arrecadação, o que há a comemorar é o crescente amadurecimento de empresas, famílias e indivíduos para a preservação de um patrimônio que, muitas vezes, significa um inestimável projeto acalentado por uma vida inteira.

Vamos às evidências. Enquanto o setor segurador, sem saúde suplementar, cresceu 12,1% entre 2015 e 2018, o seguro habitacional alcançou 19,6% de avanço, superado pelos seguros residenciais, com 24,5%.

Em uma situação que parece contrafactual, em presença de orçamentos comprimidos, queda de faturamento e desemprego, ou sua ameaça, novamente os dados mostram uma sociedade brasileira com comportamento responsável e previdente, nada devendo à trajetória observada em nações mais maduras. E, de outro lado, a sociedade encontra resposta às suas demandas em um segmento empresarial solvente, com avançados padrões de governança corporativa e contínuo desenvolvimento tecnológico.

Infelizmente, em razão da ótica da financeirização que pautou corações e mentes no mundo e no Brasil, com grande influência sobre as políticas públicas, a presença dos seguros e a sua importância para o desenvolvimento sustentado ainda são relativamente subavaliadas por muitos daqueles que decidem sobre o destino das políticas macro e microeconômicas.

Então, é preciso ter persistência para evidenciar a natureza e as virtudes econômicas e sociais dos seguros. Não se trata apenas de movimentação econômica acumulada pela longa e virtuosa cadeia de valor da transferência e diluição de riscos, mas, principalmente, da proteção de patrimônios e rendas de gerações de pessoas e da formação de poupança nacional. Novamente, poucos sabem que as garantias desses riscos transferidos por empresas e pessoas às seguradoras já chegaram a R$ 1,3 trilhão em ativos financeiros, ou o correspondente a 25% de toda a dívida interna.

O setor imobiliário e o de seguros têm grandes sinergias e podem ser parceiros em sua contribuição para a retomada do crescimento do Brasil nas bases sustentáveis a que aludimos.

Há evidente possibilidade de um novo ciclo virtuoso com a conjugação desses dois elos. Não pedimos proteção de mercado ou preferências fiscais. O que é preciso é contar com políticas públicas ativas de suporte à produção e ao financiamento imobiliário, de inclusão social, de estímulo ao empreendedorismo, de flexibilização das coberturas dos seguros, de desregulamentação e de desburocratização, tendo como resultado derivado a desoneração do Estado e a geração ampliada de poupança nacional.

Para tanto, o que fazer? Fazer acontecer.

*Economista e presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras)

11 de setembro de 2019

 

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