Só há um caminho possível para o Brasil

Flavio Amary, Merval Pereira, Delfi m Netto e Rodrigo Luna
Flavio Amary, Merval Pereira, Delfim Netto e Rodrigo Luna

"Ele está na Constituição", afirmou o economista e professor Delfim Netto, um dos palestrantes de mesa-redonda anualmente promovida pela Fiabci-Brasil e o Secovi-SP, dia 6/12, para analisar o panorama e as perspectivas do País e do setor imobiliário.

O caminho em questão apoia-se, em três condições: liberdade de iniciativa, igualdade de oportunidades ("com saúde e educação universalizadas e financiadas por todos, pois, para a sociedade, não há nada grátis") e um Estado forte, "constitucionalmente controlado, capaz de regular o bom funcionamento dos mercados". 

Para o ex-ministro, o fundamental ajuste das contas públicas (equilíbrio entre receita e despesas) depende de mudanças estruturais (limite dos gastos, reformas previdenciária, trabalhista etc.). Ainda, um governo forte para assegurar confiança, investimentos, empregos, produtividade e consumo. 

"A questão é que o problema nacional não é apenas econômico. É político. Estamos diante do risco de uma desintegração institucional. Sem ordem jurídica não se vai a lugar algum. Mas não devemos nos render ao pessimismo. Somente com as instituições é que construiremos uma sociedade civilizada. Não há regime melhor que a democracia", sentenciou Delfim Netto. 

Coube ao jornalista e escritor Merval Pereira analisar o conturbado ambiente político e a crise institucional instalada. "Está cada vez mais difícil casar o pragmatismo da política com a tentativa de moralizar o País", salientou. 

No tocante às "10 Medidas Contra a Corrupção" e o que foi votado pela Câmara dos Deputados, o jornalista afirmou que há pontos que não poderiam ser aprovados (como restringir o habeas corpus). "Contudo, há coisas boas que poderiam ser adotadas, houvesse condições de diálogo com razoabilidade. Infelizmente, agora, não há." 

"Porém, o que mais preocupa é a falta de lideranças no País. Em função das redes sociais, temos hoje uma sociedade marcada por ideias fragmentadas. Grupos que se identifi cam pelo que pensam, não pelo que acontece, pela verdade. Pessoas vão para as ruas com as mais diversas reivindicações. Isso é perigoso, pois tudo pode acontecer", advertiu. 

Gilberto Duarte, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), trouxe uma boa notícia para o mercado. Após dois anos consecutivos de queda, ele enxerga um cenário de melhora em 2017, com recuperação dos financiamentos à produção e à comercialização de imóveis, mediante redução da taxa de juros e recuperação dos depósitos em caderneta de poupança. Entretanto, não descarta a incerteza política, a qual "desenhará se o cenário será ou não de retomada do mercado". 

Duarte falou sobre o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R Abecip). De caráter nacional, o indicador fornece o valor mais próximo possível da realidade para a transação do imóvel, considerando aspectos como localização e acabamento. "O indicador de preços será tratado com o Secovi-SP", anunciou. 

Para os presidentes da Fiabci- Brasil e do Secovi-SP, respectivamente, Rodrigo Luna e Flavio Amary, além das mudanças estruturais (e o fim das disputas políticas entre Executivo, Legislativo e Judiciário), é preciso retomar o crescimento em bases sustentáveis, com mudanças em leis que propiciem menor burocracia, respeito aos contratos e segurança jurídica. 

"As entidades representativas do setor privado têm de se unir e ajudar a construir o País em 2017. Só assim será possível traçar boas perspectivas para 2018", convocou Amary.

 

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