Urbanidade na nova Vila Leopoldina

João Crestana

O Novo Entreposto de São Paulo (NESP), a ser executado no quilômetro 28,6 da Rodovia dos Bandeirantes (Perus), é conceito criado e desenvolvido por um grupo de investidores privados, incluindo dezenas de permissionários do da Ceagesp (Companhia de entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo).

Com Projeto de Intervenção Urbana (PIU) já aprovado (Decreto nº 57.769, de 28/12/2016), o NESP concretizará as melhores práticas mundiais para vendas e distribuição de hortifrútis, peixes e fl ores na cidade de São Paulo. A realização de algo assim é inexorável, pois a Ceagesp encontra- se desatualizada, com sérias falhas de higiene, segurança e de operação geral.

Os permissionários vão perceber as imensas vantagens de contar com instalações mais dignas para si próprios, clientes, feirantes, lojistas e, principalmente, para a população.

Nos próximos anos, a mudança inevitável dos permissionários para um novo entreposto revelará um enorme "vazio urbano" na Vila Leopoldina. São os 700 mil m2 da Ceagesp - propriedade da União -, acrescidos de imensos terrenos particulares, velhos galpões, fábricas abandonadas, comércio obsoleto, depósitos de entulhos da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), duas penitenciárias estaduais, além de centenas de casas antigas. Muitas pessoas moram nessa região, mas estarão cercadas de espaços desocupados e inseguros.

São Paulo está diante da possibilidade de fazer um fantástico projeto urbano, a exemplo de iniciativas como Parque Expo Lisboa, 22@ Barcelona, Rio Hudson (New York/EUA) e Songdo Seul (Coreia do Sul). Uma intervenção urbana capaz de revolucionar uma área que poderá chegar a três ou quatro milhões de metros quadrados.

Se largada ao acaso; se não tomarmos consciência e definirmos o que a urbanidade exige, a região terminará dominada por um caleidoscópio de empreendimentos, ocupações desordenadas e favelas.

A ideia é desenvolvermos com grandes especialistas do mundo uma ocupação planejada, levando em conta primeiramente a sustentabilidade urbana, com desenvolvimento econômico e responsabilidade social. Conjuntos residenciais para rendas diversifi cadas, inclusive a de interesse social, edifícios de uso misto e de escritórios, centros de lojas e centros de tecnologia, em parceria com as vizinhas Fapesp e USP. Tudo isso integrado a um grande parque com arborização exuberante e atrações culturais diversas, postos de saúde, creches e escolas.

As penitenciárias poderiam deixar o lugar e ser transferidas vantajosamente para cinco ou dez unidades distribuídas pelo Estado, oferecendo real condição de ressocialização dos presidiários.

O instrumento das Operações Urbanas permite visualizar essa realidade, já que o alto valor criado pelo terreno democraticamente aperfeiçoado seria devidamente reputado por urbanistas e incorporadores.

Com tecnologia adequada, e com o engajamento da sociedade, evitaremos a ocupação caótica da nova Vila Leopoldina e criaremos modelo a ser replicado em diferentes regiões do País.

O modelo significa muito mais que bom urbanismo. Representa urbanidade. Ou seja, a delicadeza, a gentileza, a sabedoria de trazer para esta metrópole as soluções para a paz e para a boa qualidade de vida dos cidadãos. De todos os cidadãos.

Olho no Olho – "Transformando São Paulo" é tema de encontro do prefeito João Doria com associados do Secovi-SP, em reunião que acontece hoje (22/2), às 12 horas, na sede da instituição.

 

Voltar


  • Ampliar
  • Câmara de Mediação Secovi-SP
  • Certificação Digital
  • Geosecovi
  • Milenium
  • PQE - Programa Qualificação Essencial
  • Rede Imobiliária Secovi
  • Revista Secovi Condomínios
  • Secovi Novos Empreendedores
  • Universidade Secovi-SP
  • Gentilezas Urbanas
  • Núcleo de Altos Temas