Institucional

As páginas do mercado... e da vida de quem persiste e nunca desiste


Maestro João Carlos Martins, que já se apresentou na Convenção Secovi, lança filme biografia
João Carlos Martins regeu a orquestra de câmara do Sesi na abertura da Conven-
ção Secovi 2015.

“Virando a página” é o tema da Convenção Secovi deste ano. O principal fórum de debates da indústria imobiliária ocorre dias 26, 28 e 29 de agosto, na sede da entidade, e enfocará o atual cenário, as perspectivas e tendências para o mercado. A inspiração para o tema nasceu das demonstrações – ainda que singelas – de recuperação da economia, depois de sucessivos reveses em campos como inflação, desemprego, juros, confiança, investimentos, entre outros.

Com a melhora desses indicadores, os empresários do setor acreditam que o pior pode estar ficando para trás. Os mais de um milhão de trabalhadores desempregados da indústria da construção, os crescentes distratos, a redução no volume de vendas e de lançamentos, o abalo da confiança, entre outros, são pontos de uma página que, espera-se, logo estará virada.

Falando em superação... - Na edição de 2015 da Convenção Secovi, a abertura social ficou a cargo do maestro João Carlos Martins e da orquestra Bachiana Filarmônica do Sesi (Serviço Social da Indústria). Ao piano, instrumento que domina desde a mais tenra idade, o maestro executou peças como o 2º movimento do 5º Concerto para Piano e Orquestra de Beethoven e Libertango, de Astor Piazzola.

Impossível não rememorar a quantidade de páginas já viradas por Martins durante sua carreira. Tamanho virtuosismo ao fazer seus dedos passearem sobre as teclas do piano já esteve gravemente comprometido.

Em 1965, aos 25 anos, Martins sofreu uma queda durante um jogo de futebol. Em uma disputa de bola, acabou caindo sobre uma pedra, que perfurou seu braço na altura do cotovelo direito, episódio que lhe legou sérias sequelas. Uma atrofia em três dedos da mão (resultado de lesão no nervo ulnar) o retirou dos palcos.

Exauríveis sessões de fisioterapias devolveram-lhe parte dos movimentos da mão. Até os 30 anos, tocou com sérias dificuldades, mas retornou às apresentações em teatros e salas de música de diversos países. Mais uma vez, no entanto, a roda da fortuna girou, e Martins acabou acometido pela síndrome do superuso. Novamente, viu-se compelido a sair dos palcos.

Nesse ínterim, virou empresário e envolveu-se com política, mas sempre, paralelamente, visando a seu retorno à carreira musical – que foi retomada, adaptando os movimentos de suas mãos às limitações da doença.

Em 1995, outra vicissitude. Em um assalto, acabou sendo golpeado na cabeça com uma barra de ferro, que lhe deixou com uma sequela neurológica. Como consequência, novamente interrompeu os concertos.

Mais uma página - Essas idas e vindas, além de outros aspectos da trajetória de Martins, estão no filme “João, o Maestro”, que chega às salas de cinema no início de agosto. De acordo com a sinopse, a trama também revela detalhes desconhecidos da vida do músico, como seu perfeccionismo e sua relação com mulheres.

No longa, o ator Alexandre Nero interpreta o maestro já adulto. Na fase da adolescência, Rodrigo Pandolfo dá vida à personagem. A direção é de Mauro Lima, mesmo diretor de “Meu nome não é Johnny” e de “Tim Maia”. Assista ao trailer de “João, o Maestro” em https://www.youtube.com/watch?v=ICIkv-iGkko

ENTREVISTA

Humildade, acima de tudo!

Nessa entrevista, o maestro João Carlos Martins revela como surgiu a proposta para fazer o filme e diz que alguns detalhes devem agradar o grande público. Determinação e humildade são as principais mensagens do longa metragem que retrata de maneira fiel, segundo ele, a sua trajetória.

Como surgiu a ideia de fazer o filme?
O filme foi um convite da família Barreto e eles cuidaram de todo o trabalho, junto com o diretor Mauro Lima. Desde o roteiro até as gravações, selecionaram momentos marcantes da minha carreira. Eu participei na área musical, apenas. Como todas as gravações são originais, eu acompanhei a escolha das músicas e a sincronização do áudio com as mãos dos atores. 

O que vai surpreender no filme? Há aspectos desconhecidos de sua vida que serão revelados?
Minha história já foi contada algumas vezes, inclusive em livro, feito pelo meu grande amigo Ricardo Carvalho, mas sempre algum detalhe a mais né (risos). O filme está fiel à minha vida e acho que alguns detalhes podem agradar.

Qual a principal mensagem do longa?
Existem os obstáculos quase intransponíveis que você precisa ter determinação para ultrapassar. Para isso, é necessário quase que uma obstinação, além da disciplina. E tem aqueles obstáculos que Deus coloca em seu destino, como uma pessoa que tenha perdido movimentos. Neste caso, é preciso ter muita humildade para reconhecer seu destino. A grande mensagem é essa, é preciso ter determinação para ultrapassar os quase intransponíveis e humildade para saber qual o seu destino. 

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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