Institucional

Conhecimento, a commodity da atualidade


O presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, reflete sobre a velocidade das transformações e a importância da informação de qualidade
Basilio Jafet*

O conhecimento dobra em prazos cada vez mais curtos. Conforme dados da Inova Business School, em 1900, dobrava a cada 100 anos. Em 1945, isso ocorria a cada 25 anos. Em 2014, a cada 13 meses. Os cálculos variam de acordo com a fonte, mas está claro que temos de estar preparados para o permanente desafio da atualização.

Diante de transformações alucinantes, toda a bagagem que trazemos dos nossos estudos, do fundamental ao doutorado, se mostra insuficiente em curto espaço de tempo. Há um gap entre educação e conhecimento. E precisamos estar antenados ao que está acontecendo, apesar de ser impossível absorver tudo.

Não é à toa que profundas alterações ocorreram no ranking das empresas mais valiosas do mundo – o Top Fifty da Forbes. O ranking de 2018 da “Fortune 500 anual”, lista das 500 maiores empresas americanas em venda, revela que, desde 1955, apenas três mantêm firmes suas posições entre as maiores: a General Motors, que dominou o século 20, a Exxon Mobil e o Walmart. Já o Brand Finance 2019, que avalia as 500 marcas mais valiosas do planeta, coloca a Amazon em primeiro lugar. Em sua lista Top 10, figuram ainda Apple, Google, Microsoft, Samsung, AT&T, Facebook, a chinesa ICBC, Verizon e China Construction Bank.

E como estarão nossas empresas no próximo ano? Ocuparemos que posição do ranking setorial? Não basta estar em um nível de excelência hoje, é preciso assegurar essa posição amanhã, o que só será possível com informações que nos permitam criar modelos próprios de gestão, produtos e negócios.

Os conceitos mudam desde muito tempo. Na Idade Média, as guildas – associações profissionais que ensinavam a forma de trabalhar – ditavam os modos de produção. Quem tentasse mudar, era expulso, o que, por certo, atrasou em muito o desenvolvimento da humanidade. No início do século XIX, na Inglaterra, surgiu o ludismo, um movimento de trabalhadores do ramo de fiação e tecelagem que se notabilizou por destruir as máquinas, temerosos em perder o emprego. Um grupo que reagiu ao processo técnico, à industrialização e às novas tecnologias que os primórdios da Revolução Industrial anunciavam. Reação semelhante ocorreu no século XX, quando sindicatos tentaram preservar seus métodos, mas foram vencidos pela tecnologia. O mesmo ainda se vê por parte de alguns sindicatos no Brasil do século XXI.

Frente a tantas mudanças, a solução é conhecer e participar, ao invés de reagir. A geração que está assumindo o mundo dos negócios é inquieta e curiosa. Para os millennials, mudanças são naturais. Buscam soluções inovadoras e contribuem para ampliar o conhecimento.

O conhecimento hoje é a commodity de maior valor. O fluxo de dados, um mercado exponencial. Vivemos a era dos Apps, que mudam a forma de prestar serviços, modificam a intermediação, aumentam a eficiência. E como fazer frente a esse processo? Nossa missão é tentar colocar todos os agentes do setor imobiliário na mesma sintonia. Tarefa nada fácil, porém, não é impossível. A base é informação de qualidade, pesquisa e, claro, muito diálogo, para que não fiquemos a reboque da inovação, mas tenhamos condições de ocupar o protagonismo no que diz respeito às transformações em nosso setor.

Autor: * Basilio Jafet é presidente do Secovi-SP e reitor da Universidade Secovi


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