Institucional

Convenção Secovi destaca a força econômica do interior de São Paulo


As oportunidades e as peculiaridades das cidades foram analisadas pelos diretores das Regionais Secovi espalhadas pelo Estado
       Frederico Marcondes César coordenou o painel do Interior

O painel “O que faz a diferença no mercado de imóveis do Interior”, realizado nesta terça-feira, 29/8, durante a Convenção Secovi 2017, apresentou uma completa radiografia do interior paulista, em especial, das cidades onde o Sindicato da Habitação possui unidades regionais instaladas: Baixada Santista, Bauru, Campinas, Grande ABC, Jundiaí, Piracicaba, RM Vale do Paraíba, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Na abertura, o vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes César, destacou números que mostram a força econômica e o enorme potencial das diversas regiões. Segundo dados de 2014 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), o PIB (Produto Interno Bruto) do Interior responde por 66% das riquezas do Estado, enquanto a capital paulista participa com 34%. Em números absolutos: R$ 1,230 bilhão do Interior contra R$ 628 milhões da Capital. “O interior paulista produz mais riquezas que os Estados do Sul juntos”, disse Marcondes César.

A importância da demanda habitacional da região foi reforçada por outros números que demonstram o potencial de crescimento do Interior. De acordo com levantamento Seade/IBGE, houve um acréscimo de 4,7 milhões de novos domicílios entre 1991 e 2015, quantidade superior à da Capital (1,31 milhão). Além disso, de 1980 a 2016, a população do interior paulista praticamente dobrou de tamanho (16,5 milhões para 31,7 milhões), enquanto na cidade de São Paulo o aumento foi de 37% (8,5 milhões para 11,6 milhões). Entre os demais atrativos do Interior, também foram mencionados fatores como: menor custo de vida, inclusive para aquisição de imóveis, locação, alimentação; melhor qualidade de vida em relação à segurança e mobilidade urbana; mão de obra especializada com alta oferta de universidades e parques industriais de alta tecnologia; fácil acesso às principais rodovias, portos e ferrovias do Estado; entre outros.

“As cidades do interior paulista possuem um potencial enorme de crescimento. Pelos Estudos de Mercado que acompanhamos, temos estoques de imóveis suficientes para os próximos dois anos. Como não estão sendo ofertados novos produtos, poderemos sentir falta de imóveis no mercado em breve, assim que a recuperação econômica estiver efetivada. Portanto, é o momento de tirar os projetos da gaveta e seguir em frente”, pontuou o vice-presidente.

Pontos fortes - Após a apresentação dos dados, os diretores Regionais do Secovi também participaram de uma rodada de debates sobre o panorama do mercado imobiliário em cada cidade, destacando cases de sucesso e os principais desafios no Interior.

Diretores Regionais do Secovi no painel do Interior 

 

Na Baixada Santista, uma das áreas de abrangência do Sindicato da Habitação fora da Capital, a expectativa gira em torno da previsão de lançamentos de 10 mil unidades enquadradas no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).  Em Bauru, um dos destaques deste ano foi a realização do Feirão da Caixa/Feimóveis, realizado em junho, que reuniu mais de 7 mil pessoas e movimentou R$ 102 milhões em negócios. Além da repercussão positiva em torno do evento, a futura instalação de duas universidades de Medicina na cidade, a partir de 2018, deve alavancar o setor na região.  

Em Campinas, três ações são aguardadas com expectativas: o empreendimento Reserva Amazônica, que será implantado na cidade e irá transformar uma área degradada do bairro São Bernardo em um parque linear, com diversos condomínios no entorno; o novo Plano Diretor Estratégico, que está em discussão no município e prevê o aumento do perímetro urbano e a implantação de outorga onerosa; e, por último, o plano de manejo da APA (Área de Proteção Ambiental), que ocupa 33% do território de Campinas e cuja aprovação está sendo esperada para dezembro deste ano.

Em Jundiaí, obras do Complexo Viário, com previsão de entrega para março de 2018, e a ampliação de avenidas que criam importantes corredores estão entre os projetos em andamento. O desenvolvimento do trecho Sul da Avenida 9 de julho, que prevê a instalação de um shopping, hotéis, supermercados e edifícios de escritórios, também é visto como um grande atrativo para a região.

No Vale do Paraíba, a duplicação da Rodovia dos Tamoios, que liga as cidades de São José dos Campos e Caraguatatuba; e o loteamento Arboville, ao lado de Jacareí, com previsão de 135 mil habitantes, são considerados vitais para o crescimento da região. Em São José do Rio Preto, a duplicação do trecho urbano da BR-153, que facilitará o acesso ao município, e o lançamento de loteamentos populares na cidade e região devem ajudar a alavancar o setor. Já Sorocaba possui atualmente 124 quilômetros de ciclovias e tem sido reconhecida como uma cidade que investe em qualidade de vida para os seus moradores. Um dos desafios é tentar melhorar a mobilidade urbana na região, principalmente por meio do transporte público.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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