Institucional

Desenvolvimento, meio ambiente e urbanismo pautam abertura da Convenção Secovi 2019


Estiveram presentes o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o secretário estadual de Habitação, Flavio Amary; e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas
   Presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, durante abertura da Convenção Secovi

A solenidade de abertura da Convenção Secovi, um dos maiores fóruns nacionais da indústria imobiliária, teve início na manhã desta segunda-feira, 26/8, na sede da entidade, na Capital. Marcada pela presença de diversas autoridades, a cerimônia também reuniu centenas de empresários, profissionais, membros da academia, de entidades de classe e da sociedade em geral. O coordenador da Convenção Secovi, Diego Velletri, destacou, entre outras características, o viés inovador do evento e a necessidade do mercado em se reinventar continuamente. “Temos feito alertas nesse sentido nos últimos anos. Nesse período, muitas coisas mudaram no mercado e a Convenção Secovi 2019 veio para chacoalhar atitudes e ideias”, disse. 

O presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, pontuou o cenário econômico atual, marcado por notícias favoráveis ao setor produtivo. “O Brasil está percorrendo o caminho correto. Na agenda econômica dos últimos meses já conseguimos uma série de avanços”, afirmou. Destacou a importância dos juros, que estão seguindo movimento mundial de queda – podendo a taxa Selic atingir 4,75% ao ano –, e ainda uma inflação comportada. Basílio também citou a recente medida da Caixa Econômica Federal que, a partir desta segunda-feira, 26, passou a oferecer financiamento habitacional corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial do País. “Foi um anúncio auspicioso e que abre uma porta nova para que as famílias brasileiras possam adquirir imóvel com mais tranquilidade e com prestação inicial menor.”

O dirigente também abordou a questão do Licenciamento Ambiental, outro ponto sobre o qual a entidade tem se debruçado. “Nós somos a quinta maior extensão territorial do mundo, um dos países com maior volume de áreas preservadas no planeta e, no entanto, contamos com mais de 70 mil leis e decretos na área ambiental. É muito difícil atuar e obedecer estas 70 mil legislações sem que nós tenhamos dúvidas e contestações”, sinalizou. Para Jafet, a expectativa é que esse desafio seja minimizado com a aprovação do projeto que resultará na Lei Geral de Licenciamento Ambiental. “Ninguém aqui é a favor da flexibilização de nenhuma legislação ambiental. Devemos ser severos, preservar e ter punições exemplares para quem não obedecer a lei, mas os procedimentos precisam mudar e essa lei pode simplificá-los”, disse. Enfatizou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e sua equipe estão empenhados nessa missão, que pode contribuir muito para que haja investimentos em todas as áreas, além de criar oportunidades de geração de riquezas, empregos e contribuir com a balança comercial brasileira.

Sobre a questão envolvendo as queimadas na Amazônia, o ministro Ricardo Salles pontuou a posição do governo federal. “A visão de uma economia voltada para a biodiversidade, que precisa e deve ser preservada, é, nesse sentido, absolutamente louvável e tem de ser aplaudida a postura do presidente Jair Bolsonaro, que anunciou a aplicação do decreto de garantia da Lei e da Ordem de Visão Ambiental para proteger a Amazônia e a floresta, cujo desmatamento vem aumentando desde 2012.” Salles justificou as dificuldades vividas na região por falta de investimentos nas últimas décadas. “As pressões da economia informal, da ausência de um desenvolvimento econômico sustentável, de oportunidades formais e regularizadas levaram ao caos que temos assistido nos últimos 20 anos”, acrescentou. O ministro criticou também a mentalidade contrária ao relacionamento do setor público com a iniciativa privada. “Impressionante como a mentalidade contrária à participação privada permeia a visão de certas pessoas, como se o setor privado fosse sinal de cooptação. Muito pelo contrário, os países bem-sucedidos economicamente foram aqueles que deixaram o setor privado trabalhar”, finalizou.

São Paulo – O secretário de Habitação do Estado, Flavio Amary, elogiou Ricardo Salles pela desburocratização empreendida na área e convidou a plateia a aplaudi-lo, convite que foi atendido de pé pelos presentes à solenidade. Já o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, destacou, entre outros pontos, o programa Aprova Rápido, concebido com a participação do Secovi-SP, e que já chegou a um prazo médio de 66 dias para obtenção de um alvará. “Estamos agora recebendo a colaboração de vocês para implementar um novo sistema na Secretaria de Licenciamento, de forma que possamos ter todos os tipos de alvarás, dentro do novo Aprova Rápido, sendo liberados num prazo máximo de 50 dias”, pontuou.

Sobre a legislação urbana, Covas salientou que enviará à Câmara Municipal, no segundo semestre deste ano, um projeto de lei com ajustes no zoneamento da Capital. “Será importante para dar agilidade e fomentar o setor, além de vencer algumas barreiras ideológicas que nortearam o atual Plano Diretor, com números mágicos que não encontram qualquer tipo de respaldo em qualquer estudo econômico que se faça para poder fomentar o setor na cidade de São Paulo”, disse o prefeito. 

A Convenção Secovi tem patrocínio de Atlas Schindler, Caixa, Grupo Souza Lima, OLX, Abrainc, Comgás, Intelbrás, Mapfre, Mega Sistemas, Porto Seguro, Regus, Serasa e Tokio Marine, SegImob, Techem.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP


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