Institucional

Distrito de Inovação deve reunir varejo, moradia, amenidades e inovação


Claudio Bernardes trata dos Distritos de Inovação em artigo assinado

Claudio Bernardes 

Planejadores urbanos, academia, empresários e diversos atores envolvidos com o desenvolvimento das cidades seguem em busca dos melhores modelos para implantação de Distritos de Inovação (DI). Regiões da cidade que mesclam a inovação e o potencial de geração de emprego de instituições voltadas à pesquisa, com empresas de ponta, startups de tecnologia e criatividade, localizadas em áreas com a oferta de serviços bem planejados e atrativos, rodeadas por ambientes residenciais e comerciais diferenciados.

Os Distritos de Inovação facilitam a criação e a comercialização de novas ideias e apoiam as economias metropolitanas promovendo seu crescimento. Esses distritos ressaltam e revalorizam qualidades intrínsecas das cidades, como proximidade e adensamento racional, além de promover revitalização urbana para a implantação de centralidades vibrantes e únicas.

Sem dúvida, a primeira questão a ser abordada quando se pretende ter sucesso na implantação de um Distrito de Inovação é sua ambiência e sua localização geográfica. Ele deve ser estruturado a partir de conceitos como compacidade, adensamento, acessibilidade e equilíbrio ambiental. Devem constituir-se em comunidades com varejo, moradia, amenidades e inovação.

Outro ponto importante é a definição do grupo central de atores que pode gerar as forças necessárias para atrair outras empresas e interessados em compor o DI. Embora cada caso possa ter características específicas, a maioria dos pesquisadores concorda que, se for possível congregar uma universidade de prestígio, uma empresa âncora de peso, uma grande incubadora e moradia para a população universitária, em escala suficiente para criar um cluster econômico preliminar, estaria composto o grupo inicial com capacidade de atração.

Os pré-requisitos necessários para um DI decolar envolvem três dimensões. A econômica, composta por instituições âncoras, como universidades, hospitais e empresas de pesquisa e desenvolvimento. É importante haver áreas que funcionem como impulsionadores econômicos, tais como biomédicas, tecnologia da informação, robótica, de forma isolada ou agrupada.

A segunda dimensão é a física. O local escolhido deve ter acessibilidade, ser amigável ao pedestre, ter edifícios projetados para garantir relação próxima com a rua e as pessoas, além de infraestrutura compatível com empresas de ponta e alta tecnologia. É importante que os distritos tornem as inovações visíveis e públicas, para que elas inspirem a curiosidade, chamem a atenção da mídia e de potenciais investidores.

A terceira dimensão é a conexão social. O estabelecimento de modelos e mecanismos de como as pessoas irão interagir umas com as outras, como elas vão se encontrar e trocar experiências. Enfim, como transformar essa reunião de pessoas em uma comunidade. Basicamente, a criação de ambientes virtuais ou físicos, que propiciem encontros para a interação pessoal, poderão criar esse ecossistema social imprescindível para o sucesso dos Distritos de Inovação.

Cada DI terá especificidades e características próprias. Mas a fórmula de sucesso deve incluir governança horizontal, envolvendo empresas, instituições acadêmicas, governo, trabalhadores e residentes, para melhor orquestrar o que pode ser feito coletivamente, identificar as iniciativas estratégicas e avaliar os progressos.

Claudio Bernardes é presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP

 

Autor: Assessoria de Comunicação - Secovi-SP 


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