Institucional

Enic: congressistas debatem tramitação das reformas


Parlamentares discutiram o cenário político brasileiro em painel do encontro, realizado em Brasília

Quem trabalha com comunicação tem familiaridade com a teoria de que fatos não são fatos em si, mas sim aquilo que as pessoas percebem. Como uma luva, essa teoria demonstrou-se pertinente nos debates da manhã desta quinta-feira, 25/5, no Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), evento anual promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Em discussão, o papel do Poder Legislativo na recuperação da economia brasileira. Participaram a senadora Ana Amélia (PP-RS), e os deputados federais Pauderney Avelino (DEM-AM) e Carlos Marun (PMDB-MS).

Se, de um lado, assistia-se a um otimismo em relação às aprovações das reformas, do outro, havia uma consciência racional e terrestre. Onde uns viam na presente crise política uma tentativa frustrada de fustigar o governo federal, outros consideram que os efeitos disso trazem incertezas.

Marun apostou que o Congresso Nacional avançará com as reformas da Previdência e Trabalhista. “Continuaremos cumprindo nosso papel. Creio que existe, sim, ambiente para seguir com as votações”, aduzindo que a “debandada tão decantada” da base do governo não aconteceu. Marun cravou o dia 5 de junho como data para a votação da reforma da Previdência na Câmara. “E até o dia 12 já teremos concluído isso”, estimou.

Provocados pelo jornalista William Waack, moderador do painel, Ana Amélia e Avelino não mostraram o mesmo entusiasmo em relação ao ambiente político. “Imaginar que Renan Calheiros estaria ontem no Congresso Nacional assumindo o comando da CUT é inconcebível”, disse a senadora, fazendo repercutir as manifestações de centrais sindicais e movimentos sociais havidas na quarta-feira, na Esplanada dos Ministérios. “No Senado, a encrenca será maior”, previu.

“Lamento dizer que a reforma da Previdência não será votada tão logo”, sustentou Pauderney Avelino. Para o deputado, o presidente Temer precisa “recuperar um pouco de força”. Nas contas de Avelino, há, hoje, na Câmara, 225 votos favoráveis à reforma da Previdência. Já nos cômputos de Marun, seriam 260 as adesões.

Apesar dessas ponderações, os debatedores foram unânimes em reconhecer os avanços do Brasil nos últimos 12 meses. Nesse período, o Congresso apreciou e votou diversas questões de interesse do País, como a PEC dos gastos públicos, mudanças nas leis de concessões, alterações no ensino médio, exploração do pré-sal, governança das estatais, medida provisória do saque das contas inativas do FGTS, lei da terceirização, regularização fundiária, entre outros, foram alguns dos exemplos citados pelos congressistas como demonstração da proficuidade das atividades legislativas.

Pauderney, Marun e Ana Amélia, embora divirjam na celeridade da votação das reformas, acreditam, em uníssono, que elas serão tocadas.

Os debatedores também discorreram sobre a judicialização da política. Um dos temores é que o Supremo Tribunal Federal siga o entendimento do ministro Luis Roberto Barroso caso haja vacância do cargo de presidente da República por decisão do Tribunal Superior Eleitoral na ação que julga a cassação da chapa Dilma-Temer. Para Barroso e outros três ministros, se isso ocorrer, eleições diretas têm de ser convocadas.

“Vocês falam da judicialização da política, mas nós, do setor de construção, enfrentamos isso todos os dias em nossas empresas, com alvarás, habite-se, licenciamentos, na Justiça do Trabalho, entre tantos outros”, disse Martins, que também criticou o cenário de imprevisibilidade.

“Não é o Estado que tem de pautar a sociedade, e sim a sociedade é que tem de definir a agenda e pautar o Estado", concluiu.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

Comente essa notícia


  • Ampliar
  • Câmara de Mediação Secovi-SP
  • Certificação Digital
  • Geosecovi
  • Milenium
  • PQE - Programa Qualificação Essencial
  • Rede Imobiliária Secovi
  • Revista Secovi Condomínios
  • Secovi Novos Empreendedores
  • Universidade Secovi-SP
  • Gentilezas Urbanas
  • Núcleo de Altos Temas