Institucional

Enic: publicação propõe transformação na cultura urbana das cidades


Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, liderada pelo Secovi-SP, desenvolveu projeto em parceria com o Senai e o Instituto Jaime Lerner
A cartilha “Por uma nova cultura urbana” foi  lançada no Enic

Resultado de três anos de intensos trabalhos, a cartilha “Por uma nova cultura urbana” foi oficialmente lançada no Encontro da Indústria da Construção (Enic) deste ano, em Brasília. “O Brasil ainda tem muito pouco conhecimento de urbanismo, principalmente os governantes.

Diversas cidades se desenvolvem sem nenhum critério”, disse Flávio Prando, presidente da CII/CBIC (Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, que envidou os esforços necessários à consolidação desse material.

Para esse trabalho, foram consideradas como cidades-alvo aquelas com população entre 150 mil e 1 milhão de habitantes, justamente os municípios com grande capacidade de desenvolvimento urbanístico e verdadeiros oásis para se trabalhar as diversas diretrizes contidas na publicação.

Arthur Parkinson, arquiteto e coordenador geral do projeto pela CII, lembrou que 50% das cidades que deveriam ter um Plano Diretor não o tem. Lembrou que, entre os anos 2000 e 2013, as ruas do Brasil ganharam 39 milhões de carros novos, enquanto os nascimentos de pessoas ficaram na casa dos 25 milhões.

Posto esse cenário, lê-se uma evidente preferência por veículos. “Existe essa tendência, mas podemos mudá-la”, disse. Explicou que a cartilha parte de uma releitura do Estatuto das Cidades, com a intenção de traduzi-lo aos municípios e integrar os atores do desenvolvimento urbano em prol de um horizonte sustentado e sustentável de crescimento.

Uma das desenvolvedoras do projeto, a arquiteta e urbanista Ariadne dos Santos, do Instituto Jaime Lerner, explicou as fases a serem percorridas pelas cidades que aderirem à iniciativa. Isso passa pelo diagnóstico eficiente do município, visão de futuro (enfoques social, ambiental e econômico) e planejamento para o desenvolvimento. Vencidas essas etapas, chega-se ao que a arquiteta denominou de “fazejamento” – com base nas respostas obtidas na fase anterior, é colocado em prática o que se viu na teoria e no que se alcançou consenso. É a partir desse momento que a cidade estrutura seus instrumentos de planejamento, tece uma política de governança, descobre formas de angariar receita e capacita profissionalmente os agentes desse processo de mudança.

Alberto Paranhos, economista que também integra a equipe de desenvolvimento do projeto, mostrou um case bem-sucedido, até o momento, de aplicação da cartilha: a cidade de Jacareí. A ação acabou ganhando atenção e adesão de autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, além de representantes da sociedade civil.

Em dois dias, a equipe da CII promoveu oficinas com o público a fim de descobrir vocação, identidade e desejos dos munícipes e de seus governantes em relação à cidade. Com isso, desenhou-se as fortalezas do município, os desafios a enfrentar, a visão de futuro desejável e a acupuntura possível (intervenções específicas em determinadas regiões da cidade para solucionar problemas locais). Paranhos ressaltou ainda que, como consequência desse trabalho, as cidades terão subsídios técnicos para desenvolver ferramentas calibradas de expansão, como a outorga onerosa e políticas para parcerias público-privadas.

 

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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