Compra e Venda

Imobiliárias apontam recuperação nas vendas de imóveis usados em São Paulo


Sondagem feita pelo Secovi-SP apurou que 39% das empresas registraram melhora nos negócios na última quinzena de julho
Claudio Hermolin: imobiliárias veem
substancial melhora nos negócios de
compra e venda de imóveis usados

O mercado de imóveis usados da capital paulista e de cidades do interior do Estado mostra substancial recuperação, segundo aponta levantamento realizado pela vice-presidência de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

De acordo com a sondagem, 39% das imobiliárias fecharam mais negócios de compra e venda na última quinzena em relação aos primeiros quinze dias de julho.

A título de comparação, no início de abril, 71% das empresas disseram que os negócios fechados na primeira semana daquele mês tinham diminuído na comparação com a semana anterior. Apenas 5% das respostas apontaram melhora, e 24% afirmaram que os negócios ficaram estáveis.

“Esses resultados foram melhorando gradativamente ao longo de abril, mas somente em julho os negócios voltaram a ganhar mais musculatura”, afirma Claudio Hermolin, vice-presidente de Intermediação e Marketing do Secovi-SP.

A razão disso foi a evolução das etapas de flexibilização do isolamento social na capital paulista, conforme demonstra o desempenho de outros indicadores da sondagem.

Esse termômetro dos negócios também apura outras fases da jornada de compra e venda de imóveis, como o atendimento a clientes, as visitas agendadas, as propostas recebidas e, por fim, as vendas efetivamente realizadas.

No fim de maio, 22% das imobiliárias registraram aumento no volume de atendimento a clientes interessados em comprar imóveis – praticamente todos realizados eletronicamente. “Já na primeira semana de junho, quando a prefeitura e o setor privado oficializaram o protocolo para retomada das atividades, 39% das imobiliárias disseram que o número de atendimentos havia melhorado. Para se ter uma ideia do que esse número representa, o melhor resultado apurado antes da reabertura das empresas foi de 29%”, afirma Claudio Hermolin.

Com a etapa inicial da jornada de compra e venda apresentando melhora, houve um efeito em cascata nas demais fases. Nas semanas que se seguiram, cresceram o número de agendamento de visitas e de propostas recebidas.

“No início de julho, 42% das imobiliárias relataram que os negócios concretizados tinham aumentado comparativamente à semana anterior. Foi o melhor resultado desde o início da sondagem”, diz o executivo.

Locação residencial – Realizada em parceria com a vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação, a sondagem abrange também o cenário desse segmento. O número de locações fechadas atingiu seu melhor resultado na metade de junho, quando 47% das imobiliárias disseram que o volume de novos contratos assinados cresceu em relação à semana anterior. No início do levantamento, apenas 7% das empresas afirmavam que os negócios haviam melhorado, e 67% relatavam redução no volume de locações.

“Como a locação é uma transação relativamente mais rápida de se fechar, vimos os negócios melhorarem já na segunda quinzena de junho. Isso também se deve a uma possível demanda represada no período mais intenso do isolamento social, tanto por questões de segurança sanitária quanto por incertezas a respeito dos rumos econômicos”, pontua Hermolin.

Na sondagem mais recente, 33% das imobiliárias disseram que mais locações foram assinadas. “Nas semanas anteriores, vimos uma nova onda de pessoas incrementando as etapas iniciais da jornada. Nossa expectativa é que, nas próximas semanas, isso deságue na assinatura de novos contratos”, diz.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP


  • Ampliar
  • Câmara de Mediação Secovi-SP
  • Certificação Digital
  • Geosecovi
  • Milenium
  • PQE - Programa Qualificação Essencial
  • Rede Imobiliária Secovi
  • Revista Secovi
  • Secovi Novos Empreendedores
  • Universidade Secovi-SP
  • Gentilezas Urbanas
  • Núcleo de Altos Temas