Compra e Venda

Lançamentos de imóveis crescem 46,3% em Piracicaba


Levantamento do Secovi-SP apurou 2.729 unidades lançadas em 12 meses na cidade. No mesmo período, foram vendidas 2.244 unidades
 Estudo do Secovi-SP aponta crescimento de 46,3% nos lançamentos da cidade

O Estudo do Mercado Imobiliário de Piracicaba, realizado pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) em parceria com a Robert Michel Zarif Assessoria Econômica, apurou que, entre abril de 2018 e março de 2019, foram lançadas na cidade 2.729 unidades, volume 46,3% superior ao período anterior, quando os lançamentos totalizaram 1.865 imóveis. Nesse mesmo intervalo, foram comercializados 2.244 imóveis novos no município. O resultado representa uma pequena variação de 0,5% em relação às 2.255 residências vendidas e contabilizadas no levantamento passado. Os números foram divulgados na noite desta terça-feira, 28/5, durante o Encontro Secovi do Mercado Imobiliário de Piracicaba, realizado na cidade. 

Em termos de estoque, Piracicaba encerrou março de 2019 com a oferta de 1.889 unidades disponíveis para comercialização. O montante corresponde a uma elevação de 6,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando houve o registro de 1.777 imóveis não vendidos. Esta oferta é formada por unidades na planta, em construção e prontas (estoque), lançadas nos últimos 36 meses (abril de 2016 a março de 2019). Os imóveis de 2 dormitórios econômicos destacaram-se em quase todos os indicadores, entre abril de 2018 e março de 2019, registrando a maior quantidade de lançamentos (2.205 unidades), de vendas (1.963 unidades), de oferta final (1.350 unidades) e o maior VGV (R$ 314,2 milhões).

  Angelo Frias Neto apresentou o resultado do Estudo de Mercado

Para Angelo Frias Neto, diretor do Secovi-SP e representante da entidade em Piracicaba, a tendência é de uma melhora contínua do setor até o final de 2019. “O ritmo do mercado imobiliário começou a acelerar a partir do último trimestre de 2018, com perspectivas promissoras este ano. No entanto, a instabilidade política nacional fez os negócios se acomodarem em abril, em um compasso de espera pelas definições em âmbito federal”, assinala. “Entendo que os consumidores estão assimilando melhor o panorama, o que já acarretou em um processo de retomada do mercado em maio e que deve perdurar até dezembro”, comenta.  Sobre a variação positiva do estoque, Frias não vê o pequeno crescimento como uma preocupação. “Com a retomada das vendas, as ofertas devem ser consumidas em menos de dez meses”, projeta. 

Valor Global de Vendas – Entre abril de 2018 e março de 2019, o VGV totalizou R$ 453,9 milhões, volume 3,7 % inferior ao registrado no levantamento passado, quando atingiu a marca de R$ 471,1 milhões. Nos mesmos 12 meses, o indicador VSO (Vendas sobre Oferta) – que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas – ficou em 54,3%, representando uma diminuição de 2,9% em relação aos 55,9% apontados no período anterior.

                      Cláudio Bernardes foi o palestrante do evento

Período de 36 meses – Considerado todo o período de estudo em Piracicaba (de abril de 2016 a março de 2019), os lançamentos totalizaram 6.976 imóveis residenciais, dos quais 5.087 unidades foram comercializadas – ou seja, 72,9% dos imóveis ofertados ao longo desses 36 meses pesquisados. As vendas atingiram um montante de R$ 1,063 bilhão. O produto que mais se sobressaiu no período, em lançamentos e vendas, foi o de imóveis de 2 dormitórios econômicos, com metragem de até 65 m² de área útil e preço inferior a R$ 230 mil.

Preço médio – Em março de 2019, o preço médio por metro quadrado de área útil dos imóveis residenciais na cidade de Piracicaba era de R$ 5.381,00 para o mercado tradicional e de R$ 3.456,00 no segmento econômico. Os valores médios praticados de venda dos imóveis, no período analisado de 36 meses (abril de 2016 a março de 2019), foram: R$ 180 mil (1 dormitório econômico), R$ 160.162,00 (2 dormitórios econômicos), R$ 288.263,00 (2 dormitórios), R$ 210 mil (3 dormitórios econômicos), R$ 604.065,00 (3 dormitórios) e R$ 1.384 .657,00 milhão (4 dormitórios).

Confira o estudo na íntegra

Mais de 120 pessoas estiveram presentes para acompanhar a divulgação do resultado do levantamento e, ainda, a palestra "Planos Diretores, Instrumentos Urbanísticos e Sustentabilidade Urbana", ministrada por Cláudio Bernardes, presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP e do Conselho de Gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo. 

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP


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