Institucional

O futuro das moradias para a longevidade em debate


Durante evento realizado na sede do Secovi-SP, palestrante destaca as opções mais utilizadas nos países desenvolvidos
Edgar Werblowsky durante o 1° Fórum de Moradia para a Longevidade

“Envelhecer com amigos é fantástico, mas a questão é fazer uma gestão interessante sobre isso”. Foi com esta frase que Edgar Werblowsky, CEO da Aging Free Fair, iniciou a palestra “O futuro das moradias para a longevidade”, um dos painéis integrantes do 1° Fórum de Moradia para a Longevidade, realizado em 9/11, na sede do Sindicato da Habitação. 

Segundo ele, a iniciativa, crescente no Brasil, está mais consolidada em outras partes do mundo. “Na Dinamarca, por exemplo, esse tipo de cultura já faz parte da sociedade e a rede de atendimento é bem ampla. Já os EUA possuem cerca de 150 cohousings, que abrigam cerca de 15 mil pessoas, mas esses números devem crescer ainda mais no futuro”, comentou Werblowsky, destacando estatísticas americanas recentes que apontam uma sobrevida de sete anos das pessoas que vivem nesses residenciais em comparação com os idosos que estão fora desse sistema.  

Entre os modelos de cohousing mais utilizados nos EUA, o especialista citou os Norcs (Naturally Occurring Retirement Communities) que, em geral, possuem custos menores e muitas atividades voltadas aos seus moradores. “Há casos, como o St Louis Norc, criado pela comunidade judaica de Nova Iorque, que possui fila de espera de vários anos devido ao preço acessível e a qualidade de atendimento”, destacou o palestrante, que citou também a existência de outros tipos de cohousings pelo mundo, como Independent Living, Assisted Living e Nursering Living que são mais caros e envolvem cuidados médicos especializados. 

Independentemente do modelo a ser escolhido, Werblowsky pontuou algumas vantagens decorrentes desse tipo de serviço, como: redução do isolamento social, enfrentamento da depressão e ganho de mais anos de vida que, em geral, acontecem pelo fato do idoso participar de várias atividades e se sentir mais ativo. “Todos nós precisamos de conexões de qualidade para evitar o isolamento e a depressão. O Brasil tem a chance de aprender com os erros dos países mais desenvolvidos e buscar uma alternativa favorável para atender as necessidades de seu público”, finalizou.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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