Institucional

Opinião: A nova era portuguesa 


Flávio Prando*

Quem teve oportunidade de visitar Portugal nestes dois últimos anos tem encontrado um país fascinante. Tanto por suas belezas naturais como por suas riquezas históricas, sem falar de sua deliciosa gastronomia. Após sofrer uma séria recessão a partir de 2009, que só se reverteu em 2014, observa-se desde então um crescimento ainda tímido, mas consistente.

Tal cenário tem proporcionado aos residentes uma vida mais próxima aos padrões europeus. Para os visitantes são inúmeras oportunidades de desfrutar cidades seguras, culturalmente vibrantes, com preços na maioria das vezes inferiores aos brasileiros. No entanto, o caminho trilhado para alcançar este promissor estágio social foi árduo e envolveu decisões institucionais semelhantes àquelas que hoje nos deparamos no Brasil. Entre elas é possível mencionar duas atitudes fundamentais: a busca incessante pelo equilíbrio nas contas públicas, por meio da redução das despesas e do combate à ineficiência e à corrupção, e um forte estímulo à competividade empresarial.

Para alcançar estes objetivos foram adotadas medidas pragmáticas, – apesar da forte resistência dos partidos de esquerda – incluindo corte de funcionários públicos e congelamento de salários e promoções, redução nas aposentadorias, cortes nos subsídios de desemprego, flexibilização nas relações de trabalho, reestruturação da matriz dos impostos e inúmeras privatizações. Tudo visando tornar o Estado menor e mais eficiente, apostando na força econômica da iniciativa privada.

Entre maio de 2011 e o ano de 2014, nossos irmãos portugueses tiveram momentos muito difíceis. O Estado Português firmou um acordo de compromissos com a denominada Troika (Comissão Européia, BCE e FMI), por meio do qual teria acesso a mais de 70 bilhões de euros em empréstimos, mas para isso teria de cumprir a agenda acima apresentada. E mesmo diante desses desafios, hoje, eles estão sendo compensados por este novo Portugal, que se recupera de maneira admirável. Quanto ao mercado imobiliário, o reflexo dos anos de recessão trouxe a média dos preços nominais de 2013 aos patamares do ano 2000, com o número de negócios caindo assustadoramente.

Diante deste quadro, a APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, sob a liderança do Presidente Luis Lima, não poupou esforços para estimular que novos mercados fossem abertos para o setor imobiliário português. Como consequência, a partir de 2010, um grande trabalho de divulgação foi realizado no Brasil e nos países europeus, apresentando as oportunidades imobiliárias em Portugal. Essa estratégia trouxe muitos frutos, e estrangeiros e brasileiros fizeram diversas aquisições de imóveis, aproveitando também a possibilidade de obtenção do Golden Visa (passaporte europeu conquistado por investidores estrangeiros em alguns países da União Europeia).

A partir de 2014, com a vinda dos compradores chineses, consolidou-se o processo de recuperação dos ativos imobiliários. No entanto, há inúmeras oportunidades a preços muito convidativos, especialmente quando se compara com os preços das demais cidades europeias ou dos EUA. São oportunidades tanto no segmento residencial como no comercial – neste caso com atividades instaladas, que proporcionam boa rentabilidade de aluguéis em euros e contratos de longo prazo. Portanto, vamos aproveitar as maravilhas que Portugal tem a nos oferecer, com a facilidade de nossa língua e a imensa hospitalidade de nossos irmãos portugueses.

*Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP

 

Autor: Flávio Prando

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