Institucional

Panorama do setor imobiliário foi tema de painel da Convenção Secovi


VPs do Secovi-SP traçaram expectativas em relação aos mercado de locação, habitação econômica, incorporação, intermediação, turístico-imobiliário e incorporação
Segmentos da cadeia imobiliária foram analisados em painel

Em painel na manhã desta terça-feira (29/8) da Convenção Secovi, Celso Petrucci, economista-chefe da entidade, confirmou as expectativas de que o setor deve crescer, tanto em lançamentos como em vendas, entre cinco e 10% até dezembro. “O primeiro semestre deste ano já foi melhor do que o primeiro semestre do ano passado”, disse. O mercado imobiliário da cidade de São Paulo apresentou de janeiro a junho, tanto em lançamentos quanto em vendas, comportamento quase 10% acima dos resultados apurados em igual período de 2016.

Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos e Imobiliários, comentou as recentes movimentações em relação às multipropriedades, residências de segunda habitação com empreendimentos se espalhando por todo o País. Já são mais de R$ 11 bilhões em Valor Global de Vendas (VGV) em negócios dessa natureza, sendo um terço de imóveis prontos, um terço em construção e outro um terço em planejamento. “As multipropriedades já estão em mais de 20 cidades, em 12 estados”, afirmou. Também focalizou aspectos dos condo-hotéis, hospedagem estudantil e para idosos e plataformas digitais de hospedagem.

No campo da Intermediação Imobiliária, Flávio Prando, vice-presidente da área, ressaltou que, diante da ameaça de desintermediação trazida por novas tecnologias, competirá aos corretores de imóveis assumirem um novo papel no mercado. “Esse profissional precisará mais de competências de negociação do que de atendimento”, alertou. Prando demonstrou-se otimista em relação ao mercado de imóveis usados. “Segundo o Google, no primeiro semestre deste ano houve crescimento de 44% na busca por imóveis. E, desses 44%, 71% buscaram por compra em vez de locação. Foi a primeira vez que isso se inverteu, pois a procura por aluguéis sempre foi maior.”

Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação, mostrou dúvidas em relação ao aumento – ou não – de impostos por parte do governo federal. Para ele, com as contas públicas em déficit, restaria à União compensar seu caixa por meio do aumento da arrecadação – o que traria impactos ao setor produtivo. Em relação à atuação do setor na capital paulista, disse-se confiante de que algumas mudanças boas ocorrerão no marco regulatório urbanístico da cidade. Também comentou que as empresas, diante da crise e das restrições urbanísticas do novo Plano Diretor e da nova Lei de Zoneamento, tiveram que espremer seus lucros. “A lógica seria passar esse aumento de custos para o comprador, mas como ele não tem renda, nos restou tirou da nossa margem”, frisou.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo País, o mercado de habitação econômica “passou bem”, segundo Rodrigo Luna, vice-presidente da área. Reivindicou que o programa Minha Casa, Minha Vida seja transformado em política de Estado, evitando que fique refém de flutuações governamentais e partidárias. “O Minha Casa, Minha Vida é uma das melhores políticas de habitação do mundo”, afirmou. Lembrou que, após o fim do Banco Nacional de Habitação (BNH), na década de 80, o Brasil ficou mais de duas décadas sem proporcionar moradia adequada a milhões de pessoas, agravando o déficit habitacional. Foi com a volta do crédito e com o advento do programa que mais imóveis puderam voltar a ser ofertados a mais pessoas.

Para encerrar, Rolando Mifano, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação, afirmou que as variações dos valores de novos contratos de aluguel residencial devem ser gradativamente positivas até o fim do ano, tendendo a deslanchar a partir de janeiro de 2018.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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