Institucional

Rastrear o comportamento do cliente é a chave para inovação


Painel que encerrou as atividades do primeiro dia da Convenção Secovi contou com palestras de Fabio Gandour, da IBM, e Ricardo Guerra, do Itaú-Unibanco

Inovação e economia criativa no mercado imobiliário pautaram o painel que encerrou a programação do primeiro dia da Convenção Secovi 2017. Os palestrantes foram Fabio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, e Ricardo Guerra, diretor de Tecnologia do Itaú-Unibanco.

Ambos foram enfáticos ao afirmar que os negócios bem-sucedidos, daqui para frente, devem ser focados em serviços; estar centrados no consumidor, cujo perfil mudou radicalmente e busca qualidade e “experiências sensacionais”; devem ser construídos com base na análise do comportamento desse cliente, rastreando suas pegadas digitais; e usar fortemente inteligência artificial.

Gandour citou Stephen Hawking que, em janeiro de 2000, afirmou que este seria o século da complexidade, e recomendou aos presentes a lidarem com ela com serenidade, pois é intrínseca a este momento. Se antes a informação era o resultado do dado formatado, ordenado e útil, agora é a computação cognitiva que vira informação.   

Fábio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil

Com o crescimento exponencial da classe média em nível mundial até 2021, Gandour afirma que a demanda será muito grande por serviços. “A mola propulsora mundial é serviço”, disse ele, direcionando o discurso inclusive para o mercado imobiliário. “Serviço é palavra mágica para o futuro de vocês”, profetizou.

Ricardo Guerra, do Itaú-Unibanco, explorou a grande mudança do perfil do consumidor. “Pessoas mudam e se adaptam ao que é bom, tornam-se intolerantes, elevam seus níveis de expectativa e de ansiedade. Se as pessoas mudaram, por que as empresas não mudam seus serviços?”, indagou.

Ele listou três mudanças causadas pela tecnologia que transformaram os negócios: pessoas muito mais conectadas, que consomem muita informação e emitem mais opinião. “O método de se entender o cliente mudou. Ele diz o que quer não mais respondendo pesquisa de opinião, mas pelo uso, pela experiência.”

Segundo Guerra, quem entende bem esse novo comportamento são as startups, que não têm barreiras de entrada no mercado porque demandam baixo volume de capital, utilizam infraestrutura on demand (cloud computing), não têm mais investimento inicial. Elas testam seus produtos – o que não custa muito – para ver se há aceitação. “Empresas estabelecidas estão ocupadas demais em resolver seus problemas internos e não em atender melhor as necessidades do seu cliente, perdem a vez para as startups”, afirmou, citando o clássico exemplo da Blockbuster, que perdeu para a Netflix.

Ricardo Guerra, diretor de Tecnologia do Itaú-Unibanco.

Guerra recomendou evoluir em modelo de negócios, que deve ser colaborativo, eficiente e ágil, com equipes multidisciplinares para desenvolver soluções rápidas e com menor custo, usando metodologias como design thinking, lean e agile.

O painel foi coordenado por Marcia Taques, líder do grupo de trabalho de Inovação do Secovi NE, os Novos Empreendedores do Sindicato da Habitação, responsável pelo MoviMente. A iniciativa visa conectar empresários e startups com projetos inovadores para o setor imobiliário e os vencedores foram conhecidos durante a Convenção Secovi.

Confira as fotos do painel.

Autor: Assessoria de Comunicação - Secovi SP

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