Institucional

Retomada da economia no Estado de São Paulo é tema de live do Secovi-SP


Secretário de Habitação de São Paulo, Flavio Amary, falou das medidas em estudo para flexibilizar a quarentena
Live Secovi-SP: Como fica a flexibilização da quanrentena no Estado de SP?

Na última segunda-feira, 4/5, o secretário da Habitação do Estado de São Paulo, Flavio Amary, foi entrevistado pela jornalista Denise Campos de Toledo, em live realizada pelo Secovi-SP.

Durante pouco mais de uma hora, o secretário explicou algumas medidas em estudo na sua Pasta, e que serão apresentadas ao Comitê Econômico do Estado e, na próxima semana, ao Comitê da Saúde.

Amary esclareceu que o objetivo do Plano São Paulo de retomada da economia, sob a coordenação do vice-governador Rodrigo Garcia, é construir em conjunto com a sociedade civil, com entidades, sindicatos, associações e trabalhadores, protocolos customizados, que servirão como recomendações do poder público à iniciativa privada.

Vendas – Denise Campos de Toledo lembrou que a construção tem mantido protocolos rígidos para a manter os canteiros de obras em funcionamento, mas tem sido penalizado com o fechamento dos estantes de vendas. “O setor aguarda que a economia comece a fluir”, ressaltou.

O presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, que também participou da live, falou do conforto em ter o secretário Amary à frente da busca de soluções racionais para a retomada econômica do Estado. “Hoje, estimamos mais de 130 mil trabalhadores atuando no Estado de São Paulo, conscientes da importância das medidas sanitárias e de distanciamento praticadas nos canteiros de obras, e estão levando essas recomendações para suas famílias. As empresas estão vigilantes, para evitar problemas maiores”, disse.

Contudo, a grande preocupação, de acordo com Jafet, é com a retração das vendas. “Estamos há mais de 40 dias fechados, funcionando virtualmente, e a venda é algo de alta responsabilidade para se concretizar on-line, olhando o imóvel pela tela do celular ou computador. Queremos sugerir ao secretário a reabertura dos estandes de vendas com hora marcada, evitando aglomerações, com todas as medidas de higiene. Estamos prevendo uma queda de até 85% das vendas em abril”, adiantou o presidente do Secovi-SP.

Amary disse compreender a situação do mercado, porque vem da iniciativa privada, mas reforçou que seu papel é de interlocutor entre o poder público e alguns setores da economia, a fim de encontrar caminhos para preparar os empreendedores para o momento ideal de abertura econômica e flexibilização do distanciamento social.

Saúde – Conforme o secretário, alguns indicativos devem ser analisados para se chegar ao momento ideal de abertura do comércio, como número de leitos disponíveis em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) dos hospitais, a curva de contaminação por Covid-19 por região, o percentual de distanciamento social, que tem caído muito na Capital e em muitos municípios do Estado, dentre outros fatores. “As decisões serão tomadas de forma regionalizada, faseada e por setores da economia. E, principalmente, baseadas na preservação das vidas”, disse Amary.

O secretário lembrou que a Covid-19 não escolhe quem vai atingir. “Ela pega todos nós. O papel do poder público é olhar os setores para construir essa flexibilização em conjunto com a opinião pública. E o comportamento individual de cada um influencia a decisão do governo. Os números serão os parâmetros para aquilo que será anunciado no dia 8 de maio, na coletiva do governador João Doria”, destacou.

Ele disse que conversou com mais de 140 entidades e associações; que foram centenas de horas de reuniões virtuais para se chegar a um bom termo alicerçado em dados estatísticos e científicos. “Muitas atividades são permitidas a portas fechadas. Talvez o governo consiga atender o setor, da forma proposta, com higienização e todos os cuidados para evitar a contaminação. Levaremos as sugestões ao Comitê Econômico e depois ao Comitê da Saúde, e dessa forma poderemos subsidiar o governador para a tomada de decisões.”

Trabalho – Jafet destacou a importância de as decisões serem tomadas com base em dados estatísticos e deixou claro conhecer as dificuldades da responsabilidade de o governo adotar medidas dessa envergadura. “Entretanto, se for definida a abertura de estandes em regiões sem grande demanda, não teremos sucesso. Estamos diante da possiblidade de um grande retrocesso em vendas de imóveis em razão da pandemia. Assim como nos foi dado um voto de confiança para mantermos os canteiros de obras em funcionamento, seria muito importante que o governo desse o mesmo voto para a abertura dos plantões de vendas”, pediu o presidente do Secovi-SP, completando que são 55 mil corretores parados na Capital e mais de 100 mil em todo o Estado, sem rendimentos.

O secretário voltou a dizer que as medidas serão tomadas com base em dados estatísticos e sensibilidade. Falou, ainda, que as regiões do Estado são classificadas pelas cores verde, amarelo e vermelho, conforme o índice de contaminação, mortes e percentual de distanciamento social.

“Sei e sinto a importância do canal de vendas para as empresas. Tenho buscado sensibilizar as pessoas com os dados da pandemia, e são eles que vão dizer onde se pode flexibilizar ou não.”

Interlocução – Denise perguntou se em caso de saturação da pandemia na Capital, há o risco de o governo optar por fechar as obras.

Amary ressaltou que há forte interlocução entre o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, e que se for necessário, será possível adotar medidas mais rígidas. “O prefeito pode determinar mais restrições.”

Jafet voltou a dizer que muitos clientes estão adiando a compra para quando ela voltar a ser pessoal. “Devemos ter uma recuperação, mormente em tempos de juros tão baixos, e a grande reserva de valor e patrimônio é o imóvel. Porém, estamos com adiamento de lançamentos e de outras atividades ligadas ao mercado imobiliário, como shoppings centers. Como eles voltarão a operar dentro do novo normal”, questionou.

Amary disse que o momento é de tratar a retomada econômica analisando os exemplos internacionais, seus impactos, mapeando as atividades econômicas brasileiras, para se alinhar uma proposta, um plano de flexibilização, sem aumentar impostos.

“A decisão não cabe ao interlocutor. A mim, cabe apresentar dados e dizer que as decisões não serão tomadas de forma aleatória. Temos de incentivar as pessoas para o posicionamento coletivo. Devemos lembrar que todos podem precisar de atendimento de urgência e precisamos conter a propagação do vírus. O mundo todo está sofrendo os impactos econômicos e sociais da pandemia e há necessidade de pacificar as relações neste momento”, concluiu Flavio Amary.

Assista o conteúdo completo desta live.

Autor: Assessoria de Comunicação - Secovi-SP


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