Incorporação

Sazonalidade de janeiro influencia comportamento do mercado de imóveis 


De acordo com o Secovi-SP, as vendas de unidades residenciais na Capital no primeiro mês do ano foram inferiores ao volume registrado em dezembro
Férias de janeiro influenciam comportamento do mercado imobiliário

Conforme apurado pela Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP, foram comercializadas 2.315 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 60,1% inferior aos números de dezembro de 2019 (5.805 unidades), mas 42,7% acima das vendas de janeiro de 2019 (1.622 unidades).

No acumulado de 12 meses (fevereiro de 2019 a janeiro de 2020), as 45.428 unidades comercializadas representaram um aumento de 52,1% em relação ao período anterior, de fevereiro de 2018 a janeiro 2019, quando 29.859 unidades foram negociadas.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em janeiro de 2020, o lançamento de 153 unidades residenciais, volume 98,6% inferior ao apurado em dezembro de 2019 (10.924 unidades) e 46,5% abaixo do total de janeiro de 2019 (286 unidades).

No acumulado de 12 meses (fevereiro de 2019 a janeiro de 2020), os lançamentos na capital paulista somaram 55.396 unidades, 51,1% acima das 36.662 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (fevereiro de 2018 a janeiro de 2019).

Imóveis econômicos – Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e de preço do metro quadrado de área útil, com o limite de aproximadamente R$ 7.000,00, conforme a data e a cidade de lançamento do empreendimento.

Em janeiro, 1.313 unidades com essas características foram vendidas e 56 unidades foram lançadas. A oferta totalizou 15.689 unidades econômicas disponíveis para venda, com VSO de 7,7%.

Nos demais segmentos de mercado, a Pesquisa de Mercado Imobiliário identificou 1.002 unidades vendidas, 97 unidades lançadas, oferta final de 16.421 unidades e VSO de 5,8%.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de janeiro de 2020 com a oferta de 32.110 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados foi 5,6% menor em relação ao mês de dezembro de 2019 (34.019 unidades) e ficou 53,0% acima do registrado em janeiro do ano passado (20.989 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (fevereiro de 2017 a janeiro de 2020).

Conclusão – Costumeiramente, a Pesquisa do Mercado Imobiliário da cidade de São Paulo do mês de janeiro apresenta redução no volume de lançamentos e vendas em relação a dezembro. “Esse efeito sazonal é ocasionado pela concentração de lançamentos no mês de dezembro e a diminuição em janeiro, período influenciado por férias escolares e festas de fim de ano”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

A realidade do setor fica mais clara quando se comparam os resultados de janeiro do ano vigente com o mesmo mês do ano anterior. “Os dados acumulados em 12 meses também amenizam o efeito da sazonalidade”, completa Petrucci.

Ainda assim, as vendas de janeiro mantiveram bom ritmo. Com a comercialização de 2.315 unidades, este foi o melhor janeiro da série histórica da pesquisa.

“As unidades econômicas e compactas continuam incrementando os volumes de lançamentos e de vendas, movimento que tem sido observado nos três últimos anos”, ressalta o economista-chefe.

Na oferta final, notou-se a redução de 5,6% em relação aos dados de dezembro de 2019. “Esse resultado é condizente com o ritmo do mercado. E mesmo estando acima da oferta média, as unidades em estoque não nos preocupa, pois equivalem a 8,5 meses de venda, considerando a média dos últimos 12 meses”, destaca Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Apesar do bom desempenho, o que contribui positivamente para a retomada econômica do País – gerando empregos e impulsionando o recolhimento de impostos –, persiste a preocupação com o futuro do setor, principalmente com relação às restrições impostas pela Lei de Zoneamento. “Sem mudanças legais pontuais na legislação, o empreendedor não tem liberdade nem condições de produzir algumas das tipologias de imóveis que o mercado demanda, sobretudo para famílias de classe média e média alta, já que unidades compactas não atendem às necessidades dessa parcela da população”, diz Basilio Jafet, presidente da entidade.

Incertezas quanto à saúde financeira dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) destinados à habitação e a lentidão na tramitação das reformas Administrativa e Tributária são outros fatores que trazem insegurança ao mercado imobiliário.

Confira a Pesquisa completa, que também traz os resultados de lançamentos e vendas de imóveis na Região Metropolitana de São Paulo.

Autor: Assessoria de Comunicação - Secovi-SP


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