Compra e Venda

Tecnologia valoriza trabalho das imobiliárias


Percepção é de CEOs de grandes empresas de intermediação que participaram de painel na Convenção Secovi 2020
Executivos também falaram sobre diferenças entre os mercados brasileiro e 
norte-americano

Como a tecnologia tem impulsionado transações de compra e venda de imóveis foi o tema do último painel do primeiro dia da Convenção Secovi 2020. Participaram dos debates, os CEOs John Peyton, da Realogy; Alvaro Coelho da Fonseca, da Coelho da Fonseca; Claudio Hermolin, da Brasil Brokers; Marcos Lopes, da Lopes; e Gonzalo Fernández, da Fernandez Mera Negócios Imobiliários.

Os executivos destacaram que, com a pandemia, várias tecnologias que já estavam disponíveis, mas não eram tão utilizadas, acabaram ganhando espaço no dia a dia das empresas. “Não vimos nenhuma ferramenta inovadora para o mercado surgir nesse período. Todas as que usamos hoje para exercermos nosso negócio já eram utilizadas”, disse Claudio Hermolin, que também é vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

Para ele, o uso mais intensivo dessas ferramentas – como aquelas de web conferências, de assinaturas digitais e de tour virtual em imóveis – foi resultado de uma demanda consistente dos clientes. “Uma hora ou outra, seja no início, no meio ou no fim da jornada da compra e da venda, o cliente acaba passando pelo digital, e os corretores precisam estar preparados para isso. Acho bom, pois nosso mercado sai mais valorizado dessa crise.”

Alvaro Coelho da Fonseca pontuou que essas ferramentas possibilitaram que as empresas continuassem fazendo negócios mesmo com distanciamento social. “Isso tudo veio para ficar. Mas não acredito que os negócios passarão a ser fechados 100% on-line. Nossa atividade requer o olho no olho, a presença humana do corretor.”

“Hoje, temos cerca de 200 startups que ajudam as imobiliárias em todo o processo de venda. É impressionante o número de empresas novas que vemos surgir no mercado oferecendo soluções para as imobiliárias”, afirmou Gonzalo.

O “espírito de herói” do corretor brasileiro foi ressaltado por Marcos Lopes. Fazendo uma comparação com o mercado norte-americano – onde o sistema de MLS (espécie de lista consolidada de imóveis em oferta e compartilhada entre os corretores para o trabalho com exclusividade) e regras bem definidas por estados organizam o trabalho dos profissionais de intermediação –, o executivo ressaltou que, apesar das dificuldades no Brasil, os corretores conseguem fechar negócios.

John Peyton, da Realogy, disse que, nos Estados Unidos, aumentaram as buscas por casas com espaço para home office. Acerca do uso de escritórios no país, ele disse acreditar que, com a pandemia, esses lugares serão utilizados com “propósitos específicos”, pois a maior parte do tempo as pessoas ficarão trabalhando em casa.

A Convenção Secovi 2020 é uma realização do Secovi-SP e da Fiabci-Brasil, e conta com o apoio institucional da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Patrocínio: Atlas Schindler, Grupo Souza Lima, Porto Seguro, SegImob, Abrainc, Caixa, Cashme, Crowe, Gerdau, Kzas, Locomotiva, Mapfre, OLX, Realogy e Senior Mega. Agente social apoiado: Ampliar.

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP 


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