Locação

Valor do aluguel novo continua em queda em São Paulo


Pesquisa de Locação Residencial do Secovi-SP mostra queda de -0,80%no valor do aluguel no acumulado de 12 meses na capital paulista
  Os aluguéis de imóveis de 2 quartos subiram 0,15%, seguidos dos
  imóveis de 3 quartos, que tiveram variação de 0,10%, e os de 1
  quarto que mantiveram a estabilidade.

A Pesquisa de Locação Residencial do Secovi-SP de outubro aponta variação negativa de 0,80% no valor do aluguel dos novos contratos residenciais na cidade de São Paulo, no período acumulado de novembro de 2020 a outubro de 2021. Esse percentual permanece bem abaixo do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), medido pela Fundação Getúlio Vargas, que foi de 21,73% em igual período.
 
Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, observa que, após a alta do IGP-M durante a pandemia, o índice começa a registrar sucessivas quedas e o valor médio do aluguel em São Paulo se mantém estável. “Aos poucos, o deslocamento entre o IGP-M e o valor do aluguel novo está diminuindo, o que é bom para o mercado de locação como um todo”, diz Sartori.

Apesar da variação negativa no período, em outubro, a variação foi de 0,10%. Os imóveis de 2 dormitórios foram os que registraram maior acréscimo: 0,55%, seguidos dos de 3 quartos, que subiram 0,10%. Os aluguéis dos imóveis  de 1 quarto mantiveram a estabilidade.

Na capital paulista, em outubro, os valores médios dos aluguéis de imóveis de 2 dormitórios subiram 0,15%, seguidos dos imóveis de 3 quartos, que tiveram variação de 0,10%, e os de 1 quarto mantiveram a estabilidade.

Metodologia – As informações estão disponíveis em valores por m² (área privativa de apartamentos e área construída de casas e sobrados) e organizadas em oito grandes regiões: CentroNorte; Leste (dividida em duas: zona A – que corresponde à área do Tatuapé à Mooca; zona B – outros bairros dessa área geográfica, como Penha, São Miguel Paulista etc.); Oeste (segmentada em duas: zona A – Perdizes, Pinheiros e vizinhanças; zona B – bairros como Butantã e outros); Sul (dividida em duas sub-regiões: zona A – Jardins, Moema, Vila Mariana, dentre outros; zona B – bairros como Campo Limpo, Cidade Ademar etc).

Os dados estão dispostos em faixa de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de 3 quartos na zona Norte, em bom estado, possui aluguel médio por m² de R$ 25,20, enquanto imóveis com conservação regular têm aluguel médio de R$ 22,51 o m². Uma unidade de 90 m² nessa região tem aluguel entre R$ 2.025,90 e R$ 2.268,00.

Nos bairros da área Sul – zona A, como Jardins, Moema e Vila Mariana, imóveis de 2 dormitórios, em bom estado, possuem valores médios de locação de R$ 35,08 por metro quadrado de área útil construída e aqueles em estado regular saem por R$ 31,78 por metro quadrado. Assim, um imóvel com área em torno de 70 m² na região tem aluguel entre R$ 2.224,60 e R$ 2.455,60.

Garantias e velocidade de locação – Em outubro, o fiador permanece como o tipo de garantia mais frequente entre os inquilinos, respondendo por 45% dos contratos de locação realizados. O depósito de três meses de aluguel foi a segunda modalidade mais usada (aproximadamente 39,5%), seguido do seguro-fiança (15,5%).
 
O IVL (Índice de Velocidade de Locação), que avalia o número de dias que se espera até que se assine o contrato de aluguel, indicou que o período de ocupação foi de 30 a 79 dias. Os imóveis alugados mais rapidamente foram as casas e os sobrados: 30 a 56 dias. Os apartamentos tiveram um ritmo de escoamento mais lento: 31 a 79 dias.

Confira a Pesquisa completa.

Autor: Assessoria de Comunicação - Secovi-SP 


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