Vendas de imóveis em São Paulo aumentam em novembro de 2016

O mês foi o segundo melhor do ano, de acordo com pesquisa do Secovi-SP

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou que em novembro de 2016 foram comercializadas na cidade de São Paulo 1.724 unidades residenciais novas. O volume é 14,4% superior ao total vendido em outubro (1.507 unidades), mas 30,3% inferior em relação a novembro de 2015 (2.473 unidades). Este foi o segundo melhor mês em vendas do ano de 2016.

No acumulado de janeiro a novembro de 2016, foram comercializadas, na capital paulista, 14.048 unidades residenciais, volume 18,7% inferior ao total vendido no mesmo período de 2015 (17.283 unidades).

A cidade de São Paulo encerrou o mês de novembro de 2016 com a oferta de 24.968 unidades disponíveis para venda – resultado 1,6% superior a outubro (24.575 unidades) e 8,2% menor em comparação com novembro de 2015 (27.199 unidades). A oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (dezembro/2013 a novembro/2016).

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou no mês de novembro de 2016 o total de 3.214 unidades residenciais lançadas, volume 45% superior ao percebido em outubro (2.217 unidades) e 8,8% inferior a novembro de 2015 (3.525 unidades). De janeiro a novembro, foram lançadas 15.603 unidades residenciais na Capital – queda de 19,5% em comparação ao mesmo período de 2015 (19.393 unidades).

Novembro registrou o melhor resultado de lançamentos. Somando as 3.214 unidades lançadas no mês, com as 2.217 unidades de outubro, os dois meses representaram 35% do total de lançamentos de 2016 (janeiro a novembro).

“Mesmo com a tradicional sazonalidade de fim de ano, a quantidade de lançamentos nos meses de outubro e novembro merece destaque, porque comprova a volta, ainda tímida, da confiança dos incorporadores na economia e no funcionamento das nossas instituições”, analisa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Destaques - Os imóveis de 3 e 4 dormitórios foram os destaques de novembro, porque tiveram o maior número de unidades lançadas na cidade de São Paulo durante o período analisado (janeiro a novembro de 2016). Eles aprestaram, também, bons resultados de vendas em relação ao total de imóveis ofertados e representaram 56% do VGV (Valor Global de Vendas) do total comercializado no mês.

“O desempenho de unidades com mais de três dormitórios pode ter sido influenciado pela queda da Selic iniciada no mês de outubro. E a estabilidade de preços desses imóveis parece ter atraído os compradores”, analisa Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

“Soma-se a isso, a autorização do CMN (Conselho Monetário Nacional) para os bancos financiarem imóveis com preços de até 1,5 milhão com taxas de juros do SFH (Sistema Financeiro de Habitação)”, completa Petrucci. Essa medida do CMN foi tomada para estimular o mercado no ano passado e, tudo indica, permanecerá válida até o final de 2017.

“A previsão para este ano é de reversão das tendências negativas da economia. E esse movimento, mesmo que lento, poderá propiciar o crescimento do mercado imobiliário de 5% a 10%. Outro fator preponderante para uma mudança de patamar é a renovação do ânimo dos empreendedores. Como o novo prefeito João Doria é sensível à economia de mercado, ele entende que o Plano Diretor e a Lei de Zoneamento travam o nosso setor e podem prejudicar os cidadãos paulistanos, que pagarão muito mais por um imóvel”, ressalta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato da Habitação, adicionando que o prefeito está disposto a estudar melhorias consideráveis nesses marcos regulatórios.

Por fim, Flavio Amary confia que os juros continuarão caindo significativamente, podendo sair dos atuais 13% a.a. e chegar aos 10% a.a. no fim deste ano. “A queda permanente da Selic vai permitir que a caderneta de poupança, fonte de recursos para o financiamento à produção e à comercialização de imóveis, volte a ser atrativa. Isso fará com que os saques diminuam e a captação volte a ser positiva. Também haverá um momento em que os bancos voltarão a diminuir as taxas de juros para o crédito imobiliário, colaborando com a recuperação do setor”, conclui o presidente do Secovi-SP.

Confira a pesquisa completa do Mercado Imobiliário de novembro de 2016 da Capital e RMSP, que traz as análises por dormitórios, área útil (m²), faixa de preço, zonas da cidade.


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