CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Sábado, 26 de outubro de 2013.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando Melo Franco, explicou na audiência pública deste sábado a proposta do novo Plano Diretor Estratégico. “Nossa estratégia é que desenvolvimento, maior adensamento, serviços, todo tipo de equipamento sejam prioritariamente conduzidos a partir do momento que redes de transporte público sejam implantadas”. “A transformação não vai acontecer no tecido consolidado”, completou.
Para a Zona Leste, Melo Franco reforçou a necessidade de aliar moradia e emprego. Pensar como equilibrar oferta de emprego com oferta de moradia. “Estamos em uma dessas áreas com muita gente morando e pouco emprego, áreas em que é preciso levar empregos e todos serviços”, explicou. Na apresentação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, alguns instrumentos para mudar essa realidade foram as construções sem outorga onerosa e a retirada de restrições para uso não-residencial. “Hoje a gente tem restrição em função da largura da via. Tirando isso, contribuímos bastante para não haver irregularidade e geração de emprego. Isso vem de debates, solicitação das audiências públicas, vereadores ,equipes técnicas das subprefeituras”, disse.
RenattodSousa/CMSP

Empregos
A aposentada Valdomira de Paula contou que sua família vê de perto a saída de grandes empresas da Zona Leste. “Uma filha minha teve de ir trabalhar na Granja Julieta, outro em Osasco”. Para ela, nas atuais condições as vagas de emprego na região só vão encolher.
Alguns moradores, porém, temem que os incentivos prejudiquem quem já está estabelecido na região. Oswaldo Ribeiro, que vive no Jardim Helena, afirmou: “Minha preocupação é que com a descentralização do emprego venha a especulação imobiliária e isso force as pessoas a sair”. Já o microempresário Natalício Vigo teme que as isenções para novos estabelecimentos comerciais na região “expulsem” antigos comerciantes, como ele.
A moradora de Itaquera Débora Rodrigues é mais enfática: “Vão matar o centro comercial de Itaquera”. Ela acredita que, ao adensar muito mais a região da avenida Jacu-Pêssego, que já está adensada, as pessoas vão deixar de ir para o centro de Itaquera, e comércio e serviços são a verdadeira vocação da região. Na própria avenida, segundo ela, a situação é crítica. “Se eu fosse empresária não traria meu negócio para cá. Ninguém para na avenida e outros lugares dão mais vantagens”.
O vereador Nabil Bonduki (PT) concordou que é preciso preservar atuais moradores e empresários da região. “Essa é a importância do olhar local, isso justifica a realização dessas audiências regionais”, observou.(Thaís Lancman)
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(26/10/2013 – 14h40)
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