A dinâmica de crescimento dos edifícios altos fora da capital pautou o debates de painel com especialistas de diversas regiões do Estado
“Mercado nas Alturas: A Irrefreável Dinâmica do Interior e do Litoral de São Paulo” foi tema de painel que analisou a multiplicação de edifícios altos fora da capital paulista, impulsionada por fatores econômicos, sociais e urbanísticos.
Ancorado por Frederico Marcondes Cesar, vice-presidente do Interior do Secovi-SP, o painel reuniu Guilherme Werner, sócio consultor da Brain Inteligência Estratégica; Flávio Amary, presidente da Fiabci Brasil; Mateus Muniz Elias Teixeira, presidente da Assecob; Marco Vituzzo, sócio na MVituzzo Empreendimentos; e Margaret Hogan, arquiteta da HMK Arquitetura.
Marcondes Cesar observou que a verticalização no Interior e no Litoral representa uma resposta natural à demanda por moradia em áreas bem localizadas, refletindo o amadurecimento desses mercados regionais.
Margaret Hogan ressaltou que os projetos verticais no Interior precisam
considerar especificidades locais, integrando-se ao contexto urbano. “O
normal hoje em Campinas são projetos com 25 pavimentos para mais”, afirmou.
Vituzzo destacou o KingDom Towers, os edifícios mais altos do Vale do Paraíba: ciclo mais longo, com a logística de obra mais complexa, e custo mais apertado por ser no Interior, mas com alto número de fachadas ativas, o que custeia o boa parte do projeto.
Mateus Muniz Elias Teixeira observou que a Baixada Santista tem características específicas que favorecem a verticalização, combinando demanda turística, crescimento populacional e limitações geográficas, com um dos piores solos do mundo para construção.
Guilherme Werner destacou que os dados mostram tendência consistente de crescimento da verticalização, impulsionada por segurança, mobilidade e escassez de terrenos, com Sorocaba liderando está estatística. “A verticalização está estritamente ligado ao padrão de renda e a nova geração, que busca maior facilidade e conforto”, disse.
Flávio Amary enfatizou a força do Interior e que as administrações municipais compreenderam que a verticalização planejada é ferramenta importante para otimizar o uso do solo urbano.
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