Com a presença de autoridades, representantes do setor e lideranças empresariais, a ACIGABC promoveu, no dia 5/8, o debate “Escassez de Mão de Obra”. O encontro reuniu cerca de 75 participantes, entre associados e convidados, para discutir um dos principais desafios que impactam a cadeia produtiva da construção civil e o mercado imobiliário da região.
A abertura do evento destacou a relevância do tema para o futuro do setor, apontando os impactos da falta de profissionais qualificados nas obras e na produtividade das empresas. Diretores da entidade contribuíram com análises e propostas para enfrentar o problema, abordando questões ligadas à capacitação, parcerias institucionais e estratégias para atrair mão de obra especializada.
O diretor regional do Secovi-SP no ABC, Milton Bigucci Junior, destacou que a escassez de mão de obra tem exigido das empresas novas estratégias de gestão e investimentos em capacitação, ao mesmo tempo em que pressiona os prazos e a qualidade das entregas. Para Maximo Menezes, da Maximo Aldana, a formação de profissionais especializados é essencial para sustentar o ritmo de crescimento do setor. Bruno Patriani, da Construtora Patriani, pontuou que a retenção de mão de obra é outro desafio, já que a alta demanda por trabalhadores qualificados aumenta a concorrência entre empresas. Marc Wey Hofling, da MGtec, reforçou a importância de investimentos em tecnologia para otimizar processos e reduzir a dependência de mão de obra em algumas etapas da construção.
Entre as autoridades presentes, marcaram presença João Sanches, diretor do SENAI São Bernardo do Campo; José Heroino, diretor do SENAI Mauá e Santo André; Alípio Costa Filho, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo do Campo; Valter Moura Filho, presidente da ACISBEC; e Jorge Araújo, vereador do município.
Segundo os organizadores, a elevada adesão ao evento demonstra a preocupação do mercado com a escassez de mão de obra qualificada e a necessidade de ampliar iniciativas de capacitação e políticas públicas que apoiem o crescimento da construção civil.