A implementação de infraestrutura para veículos elétricos em edifícios residenciais continua sendo um dos temas mais debatidos no setor imobiliário paulista. Durante a transmissão do Jornal Novabrasil Vale no dia 24 de abril de 2026, o diretor de Normalização do Secovi-SP, Paulo Rewald, trouxe esclarecimentos fundamentais sobre a Lei 18.403/2026 e a realidade técnica dessas instalações.

Rewald destacou que o objetivo central de sua participação no evento em São José dos Campos foi esclarecer o estágio atual do setor. “Quis transmitir ao público de todo uma situação que nós estamos passando, de um trabalho que está sendo desenvolvido e que pouco a pouco a gente vai desmistificando toda essa imagem que o carro elétrico ficou” afirma.

Para o especialista, o receio em relação aos veículos elétricos muitas vezes ignora o rápido avanço da indústria. “O setor está demonstrando a evolução tecnológica, a qual normalmente a gente vai alcançar situações bem mais evoluídas e muito menos perigosas”, disse. Ainda segundo ele, o mercado caminha para patamares de segurança superiores, “porque os carros vão evoluindo, as baterias vão evoluindo e com isso a gente dá um passo que hoje é realmente há uma preocupação muito grande”.

O diretor do Secovi-SP foi incisivo ao apontar que a atenção dos síndicos e moradores deve estar voltada para a robustez da rede elétrica da edificação, e não necessariamente para o equipamento de recarga em si. “O mais importante é que todo mundo entenda que não é o carregador que é o perigo e sim a instalação elétrica ou uma bateria danificada”, explica

A análise de Rewald sugere que, com a correta adequação da infraestrutura interna dos condomínios e o acompanhamento das novas normas estaduais, a transição para a mobilidade elétrica pode ser feita de maneira fluida e segura, minimizando os conflitos entre condôminos e garantindo a valorização do patrimônio.