“Reforma e Manutenção” foi o tema do segundo painel do seminário “Proteja sua Família e seu Patrimônio”, que aconteceu no sábado 21/9. O seminário foi a programação final da Convenção Secovi 2013.
Especialistas das áreas de administração imobiliária e tecnologia falaram sobre a importância da implementação de programas de manutenção preventiva, cuidados no planejamento e execução de reformas, obras e manutenções em áreas comuns e privativas dos condomínios.
O coordenador do seminário, Sérgio Meira, defendeu que a manutenção deve passar a fazer parte da cultura do brasileiro e integrar o orçamento do condomínio. “Mais de 60% de acidentes graves em prédios ocorrem por falta de manutenção”, disse.
A palestra, feita em dobradinha pelos engenheiros Ricardo Gonçalves e Marcos Velletri, diretor de insumos da vice-presidência de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP, apresentaram uma série de cenários e situações em condomínios em que a prevenção e adoção de regras devem prevalecer.
O engenheiro Ricardo Gonçalves lembrou que a Norma de Gestão da Manutenção (ABNT NBR 5674) completou um ano em agosto – e simplesmente não existem desculpas para que não seja adotada. “O documento oferece um roteiro para os condomínios elaborarem seus programas de manutenção preventiva e conservarem os empreendimentos sempre em ordem.”
O painel terminou com um debate do qual participaram o assessor jurídico do Secovi-SP, João Paulo Rossi Paschoal, e Jerônimo Cabral Fagundes Neto, diretor do Instituto de Engenharia.
De acordo com Jerônimo, manutenção é investimento no patrimônio. De acordo com levantamento do Secovi, imóveis bem conservados tiveram valorização no preço da locação de 186,7% de agosto de 2005 a julho de 2013. Imóveis com conservação regular valorizaram 102,6% no mesmo período.
Já o advogado do Sindicato lembrou que condôminos têm o dever de avisar ao síndico quando uma unidade for passar por reforma – e a este cabem as obrigações de cobrar o projeto e de exigir um responsável técnico, a ART ou a RRT. Porém, o síndico não pode vistoriar o apartamento – esta, aliás, é uma das questões mais polêmicas envolvendo reforma. E reforçou: “Apesar de não serem leis, normas técnicas têm força de lei de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e por isso devem ser acatadas.”
Saiba como foi a primeira parte do seminário.