Inspiradas nos parklets criados em São Francisco, nos Estados Unidos, as Zonas Verdes foram implantadas este ano em São Paulo, de forma experimental, para medir a aceitação da sociedade com a conversão do espaço de estacionamento de automóvel na via pública em área recreativa temporária para as pessoas.
Acompanhei de perto a instalação das Zonas Verdes, em agosto, nas ruas Amauri e Maria Antonia, região central da capital paulista. Em novembro, a segunda etapa estacionou por 30 dias na rua Padre João Manoel, esquina com Avenida Paulista, como parte das atividades da 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, que trouxe como tema central Cidade, modos de fazer, modos de usar.
A ação paulistana é uma iniciativa conjunta de Design Ok, programa Gentilezas Urbanas do Secovi-SP, dos quais faço parte, e Instituto Mobilidade Verde, em parceria com Vitacon, Concresteel, Nomen, NeoRex, Florestas Urbanas, Summit e ABCP com o programa Soluções para Cidades.
Com isso, queremos promover o debate acerca de uma cidade voltada para as pessoas e incentivar a ocupação do espaço público pela comunidade local, por meio de um mobiliário urbano que estimule o lazer, o descanso, a interação e o convívio harmonioso. Ruas e bairros ficam mais humanos e amigáveis e se transformam em locais de convívio e apreço do comércio local.
Ao estimular a interação entre os espaços urbano e público e as pessoas, acreditamos que estamos criando a cidade que queremos. Afinal, elas são feitas por pessoas e para pessoas.
Helena Camargo é arquiteta e coordenadora adjunta do Grupo de Novos Empreendedores do Secovi-SP.