Google, Secovi-SP e BidSmart receberam, no dia 5 de novembro, representantes de empresas associadas ao Sindicato em um encontro que abordou A Nova Era Digital do Setor Imobiliário. Durante café da manhã na sede do Google, em São Paulo, os convidados acompanharam apresentações sobre os avanços tecnológicos, o crescimento no acesso à internet e as mudanças nos hábitos de consumo fomentadas pelo uso de smartphones e tablets.
“O objetivo deste encontro é motivá-los e ajudá-los a gerar novos negócios”, resumiu Felipe Ozorio, gerente de Parceria Estratégica do Google, ao abrir o evento. “O intuito é aprender a utilizar melhor as ferramentas que o Google e a BidSmart oferecem ao nosso setor”, complementou o vice-presidente de Gestão do Secovi-SP, Guilherme de Lucca. “No nosso setor, sabemos que a localização do imóvel é o mais importante. Hoje em dia, temos a possibilidade de aceso à localização digital, que permitem visualizar as características de toda uma região. Tenho certeza que as palestras de hoje irão enriquecer bastante nosso conhecimento”, adicionou.
O diretor de Canais de Vendas Google Brasil, Alisson Pedro, falou sobre as parcerias que a empresa mantém, detalhando aquela que ocupa o topo nas operações em âmbito mundial: a Premium. “Nossas parcerias visam ampliar o alcance de mercado de pequenas e médias empresas, cujos clientes se encontram em vários locais e, com certeza, estão na internet. Hoje, no Brasil, mais de 100 milhões de pessoas usam a web”, esclareceu, acrescentando que o parceiro Premium ajuda as empresas a encontrarem seus clientes e, portanto, tem de estar preparado para ações estratégicas.
Pedro explicou o ciclo da parceria, dizendo que todo o gerenciamento da campanha do Google AdWords e o relacionamento são feitos pela BidSmart, com o respaldo do Google – “que usa a inteligência e repassa ao parceiro”. “O que se pode esperar do parceiro?”, questionou, para responder em seguida: “pessoas certificadas em Google AdWords, qualidade da campanha, transparência aos anunciantes. No caso da BidSmart, será oferecida consultoria digital, parceria, enfim, um trabalho completo”.
Segmento Imobiliário na Internet – Este foi o tema exposto por Maria Fernanda Raphaelli, gerente de Contas para o setor do Google Brasil, que falou como as pessoas comprarão no futuro, o que chamou de “A jornada do consumidor Always on”.
Segundo ela, ao longo do tempo, os atributos dos imóveis mudaram, mas a forma de vender não sofreu alterações. O consumidor também mudou, assim como o seu comportamento. Hoje, está mais conectado, mais informado e mais social, disse a gerente. “O consumidor está mais receptivo para novas mensagens, vai atrás do que deseja, costuma se comunicar para indicar ou não um produto ou serviço e gosta de fazer parte desse mundo e de conversar com as marcas.”
Em seguida, apresentou dados de junho de 2013 que mostram que o consumidor está conectado durante mais tempo (cerca de 17 horas por semana) e que 60% do processo de compra é online.
Outra mudança apontada pela gerente refere-se ao mundo das telas, que tinha na televisão o centro das atenções. “Mas, como a TV é um monólogo, o comportamento migrou para o mundo das três telas, que agrega ainda, além dela, o tablete e o celular. São trinta milhões de brasileiros interagindo com as três telas, sendo que a menor é a que mais atrai. Hoje, 90% dos jovens olham para o celular assim que acordam”, disse. Além disso, daqueles que têm acesso à Internet, 51% navegam, 54% comentam e 71% fazem buscas enquanto assistem TV.
“Sabemos que a informação está disponível a todo momento, o que torna o consumidor mais informado”, disse ela. De janeiro de 2009 a maio de 2013,houve crescimento de 40% nas buscas de imóveis. Daqueles que pesquisam online antes de acessar sites imobiliários, o salto foi de 60% em 20122 para 71% atualmente. Em média, antes de comprar um imóvel, as pessoas fazem 5,6 buscas e entram em cinco sites. Ainda, realizam 4,1 visitas a estandes e consideram 2,6 imóveis antes de comprar. A decisão leva cerca de um ano: demoram 4,5 meses para descobrir a necessidade, passam 3,6 meses pesquisando, 2,4 meses negociando e 2,5 meses para decidir. “Para cada passo, da necessidade à decisão, a empresa tem de estar presente na internet. Hoje, 64% dos interessados em imóveis pesquisam no Youtube. Os vídeos são importantes ferramentas na decisão pela compra de imóvel.”
Maria Fernanda ainda apresentou dados sobre o que representa o imóvel para as diferentes classes sociais, o que e onde as pessoas pesquisam. No que se refere ao aspecto ‘mais social’, explicou que a atual é a geração C (dos conectados), que inclui todas as faixas etárias e classes sociais. Disse que 64% dos interessados pesquisam imóveis no Youtube e que 30% gostariam de ver mais detalhes do imóvel. “O Youtube é um canal de mídia com conteúdo e vendas. Trabalhamos também o Google+ e as redes sociais, canais nos quais é importante as empresas estarem presentes”, observou, acrescentando que as pessoas querem recomendações, 25% de mais próximos e 26% de especialistas. Sobre as redes sociais, alertou que há vantagens e desvantagens, ressaltando que, “se gostam ou não, as pessoas multiplicam a informação”.
O que está por trás da busca – Felipe Ozorio fez uma explanação sobre o SEM (Search Engine Marketing) – o link patrocinado –, considerado ‘marketing de intenção’; e o SEO (Search Engine Optimization). Pago, o SEM envolve o que chamou de leilão e relevância, enquanto o SEO é gratuito, engloba conteúdo e relevância, está relacionado ao resultado natural da busca, sem interferência do Google (resultado orgânico), e não pode ser alterado. O SEO, disse ele, é importante, mas não cobre todas as buscas, enquanto o Adwords permite grande cobertura, proporciona resultado imediato, permite alteração instantânea e possibilita o envio de mensagem certeira ao usuário. “No Google, o segredo é ser relevante, pois isso gera qualidade para o anunciante e o usuário. O objetivo é que o usuário entre e saia rapidamente, o que demonstra encontrar o que procura.”
Ele afirmou que o Adwords permite que anunciantes atinjam, a todo momento, os consumidores que buscam. “Resumindo, a ferramenta tem baixa dispersão de mídia, oferece controle total e flexibilidade de orçamento, anúncios personalizados e que podem ser ajustados a qualquer momento, além de acompanhamento total dos resultados por meio de relatórios personalizados. Sem falar na alta segmentação por dispositivo, país, estado, cidade, raio , dia da semana e faixa horária. Ou seja, segmentação precisa, que gera resultado”, disse, informando que 13% das buscas no Brasil são provenientes de dispositivos móveis.
Ele falou ainda sobre outros recursos para atrair e reter clientes, alcance além das buscas e tecnologia para atingir objetivos. “O primeiro passo é estar online para receber tráfego qualificado.”
Mercado imobiliário – Segundo Pedro Cesário, sócio-diretor da BidSmart, enquanto 60% do processo de compra de imóvel ocorre online, a internet representa apenas 12% do investimento publicitário na maioria das empresas. Afirmou, ainda, que a BidSmart tem como diferencial o fato de começar com estrutura de campanha bem feita, cujo trabalho inclui, inicialmente, a criação e a busca da palavra-chave.
Na fase de otimização, são consideradas as palavras que geram e as não proporcionam relevância. “Qualquer ação no site gera conversão automática de recursos para a palavra que tem maior procura. O software oferece acesso a detalhes sobre resultados da campanha, com relatórios semanais e disponibilização de consultas à central de atendimento.”
A CEO da Blinks, Paula Puppi, precedeu Cesário com uma explanação sobre o mercado imobiliário e a internet, lembrando da importância de desenvolver soluções para o segmento de imóveis de terceiros. “Nosso desafio é traduzir para o Adwords um mercado competitivo e como utilizar este investimento em marketing.”
Confira as apresentações feitas pelos palestrantes.