
Faixa 1 do MCMV atende a famílias com renda mensal bruta mensal de até R$ 2.850,00
Por meio do MCMV, recursos do Fundo contribuíram para o menor déficit habitacional da história do País
O déficit habitacional absoluto no Brasil foi de aproximadamente 5,97 milhões de domicílios em 2023. Uma queda de 3,8% em comparação com o ano anterior, conforme o último levantamento da Fundação João Pinheiro. Essa redução é atribuída, em parte, à retomada do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), sustentado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Conforme levantamento do Secovi-SP, com base em dados oficiais, de 2023 a julho deste ano, 1,7 milhão de imóveis foram contratados, sendo 45% deles na Faixa 1, com recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União, beneficiando 5.304 cidades (95% dos municípios brasileiros).
Em 2024, as contratações no FGTS foram recordes, totalizando 605 mil unidades. Foi criado o Minha Casa, Minha Vida Cidades, que alinha todas as esferas governamentais, permitindo a complementação com recursos de estados e municípios. E, este ano, houve o maior orçamento da história do FGTS, somando R$ 138,1 bilhões, simplesmente o dobro de 2022, além da instituição de uma nova fonte perene de recursos, advindos do Fundo Social do Pré-Sal, totalizando R$ 15 bilhões, bem como a criação da Nova Faixa 4, incluindo famílias de classe média no MCMV.
Para o Secovi-SP, a manutenção desse ciclo virtuoso depende da preservação da aplicação dos recursos do FGTS em habitação, saneamento e infraestrutura urbana. Quaisquer desvios representam um desserviço às famílias brasileiras e cabe a todos, como sociedade, constante vigilância.