Continuidade na queda da taxa de juros deve impulsionar compra de imóveis

Crédito para imóveis tem quarto melhor resultado mensal na série histórica

O crédito imobiliário brasileiro não apenas resistiu às oscilações macroeconômicas, como iniciou um novo ciclo de expansão sustentada.

De acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), os financiamentos via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) registraram um desempenho notável em março, atingindo R$ 18,5 bilhões, puxados pelo aumento nos desembolsos da Caixa Econômica Federal. Isso representou alta de 56,9% em relação a fevereiro e avanço de 53,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, consolidando-se como o quarto melhor resultado mensal na série histórica.

No acumulado do trimestre, o total financiado viabilizou a aquisição e a construção de 125,5 mil imóveis, uma elevação de 15,7% em comparação ao mesmo período de 2025.

Esses dados são particularmente signi- ficativos mediante a persistente captação líquida negativa da poupança (cerca de R$ 32 bilhões no trimestre). Todavia, o saldo das cadernetas totalizou R$ 748,6 bilhões em março de 2026, indicando fôlego para continuar financiando a habitação.

O mercado está aquecido, há disponibilidade de crédito e o comprador retornou ao estande de vendas. Tudo dependerá da manutenção e da trajetória de queda da taxa de juros básica, Selic.

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