Painel explorou soluções de financiamento, além das fontes tradicionais, para alavancar e manter os negócios do setor

Fernando Crestana, diretor de Fundos Imobiliários do Secovi-SP

A Convenção Secovi 2025 discutiu, nesta terça-feira, 20/8, “A Força dos Fundings Alternativos”. O painel buscou demonstrar como as limitações das fontes tradicionais (SBPE e FGTS), a volatilidade macroeconômica e a necessidade de diversificação têm levado o mercado imobiliário a buscar alternativas para manter e alavancar seus negócios.

O foco foi identificar os tipos de funding disponíveis, o que podem resolver e a que custo para empresas de grande, médio e, principalmente, pequeno porte, incluindo CRIs, LCIs, FIIs, Fundos de Permuta e Equity.

O painel foi estruturado em dois segmentos complementares, coordenados por especialistas em mercado de capitais. Fernando Crestana, diretor de Fundos Imobiliários do Secovi-SP e associate partner da área de Real Estate do BTG Pactual, ancorou a primeira parte, por meio de uma conversa com Flavio Cagno (sócio e gestor dos Fundos de CRI e Agro da Kinea), Alessandro Vedrossi (sócio da Valora Gestão de Investimentos), Guilherme Bueno Netto (sócio fundador e gestor da RBR Asset Management) e Diego Siqueira (CEO da Trinus).

Crestana observou que “o mercado de crédito e securitização tem se mostrado uma alternativa robusta para empresas que buscam diversificar suas fontes de financiamento, especialmente em um cenário de restrições nas linhas tradicionais”.

Flavio Cagno destacou que a Kinea tem desenvolvido estruturas inovadoras de CRI, que atendem diferentes perfis de risco e prazos, oferecendo flexibilidade para incorporadores e desenvolvedores de diversos portes.

Alessandro Vedrossi explicou que a Valora tem focado em soluções personalizadas, que combinam eficiência de custo com estruturas adequadas às necessidades específicas de cada projeto imobiliário.

A RBR Asset, segundo Guilherme Bueno Netto, tem observado crescimento significativo na demanda por produtos de securitização, “refletindo a maturidade crescente do mercado brasileiro”.

Complementando, Diego Siqueira afirmou que a Trinus tem trabalhado para democratizar o acesso a fundings alternativos, “desenvolvendo plataformas que conectam investidores e tomadores de recursos de forma mais eficiente”.

Segundo momento

O segmento seguinte do painel foi coordenado por Gabriela Nogueira, diretora executiva do BTG Pactual Asset, que conduziu uma discussão sobre equity estruturado com três especialistas no mercado.

Participaram Rodolfo Senra (sócio fundador e CIO da BRIO), Regis Dall’Agnese (sócio diretor de Gestão e Investimentos e co-CEO da RB Asset) e Fernanda Rosalem (sócia e head de Investimentos da Paladin no Brasil).

“O equity estruturado representa uma evolução natural do mercado de capitais brasileiro, oferecendo alternativas sofisticadas para empresas que buscam parceiros estratégicos além do financiamento tradicional”, pontuou Gabriela.

Rodolfo Senra destacou que a BRIO tem desenvolvido estruturas de equity que permitem às empresas acessarem capital sem comprometer sua flexibilidade operacional, “criando parcerias de longo prazo que agregam valor além do recurso financeiro”.

Regis Dall’Agnese explicou que “a RB Asset tem focado em soluções que combinam capital e expertise, oferecendo não apenas recursos financeiros, mas conhecimento de mercado e rede de relacionamentos.”

“A Paladin tem trazido para o Brasil experiências internacionais em equity estruturado, adaptando modelos globais às especificidades do mercado nacional”, explicou Fernanda Rosalem.

A Convenção Secovi-SP 2025 tem patrocínio de Atlas Schindler, Brain Inteligência Estratégica, Grupo Souza Lima, BTG Pactual Cidade Center Norte, Crowe Macro, Comgás, Morada AI, Delta Omega, Desonera, Construct In, FastBuilt, Júpiter Desentupidora, Modulocker, Sicoob Imob, Tracf Tech e Viva a Cidade. Apoio: Blu, Tecomat Engenharia e Tuim. Media Partner: Síndiconet. App Yazo.

Confira a cobertura fotográfica: https://flic.kr/s/aHBqjCrvdQ