Encerrando as atividades da Convenção Secovi 2013, foram realizadas na manhã de sábado, 21/9, três visitas técnicas com dois grupos distintos, coordenados por integrantes do NE (Novos Empreendedores) do Sindicato. Um dos roteiros incluiu as obras da nova arena do Palmeiras (Allianz Parque) e o Jardim das Perdizes, bairro planejado da capital paulista. O outro seguiu para os empreendimentos SAO International Square e Espaço Cerâmica, em São Caetano.
Coordenado por Orlando de Almeida Neto, Milton Bigucci Junior e Fernando Prando, respectivamente conselheiro e membros do NE, um grupo de 30 pessoas seguiu para a nova arena do Palmeiras, onde foram recebidos pelo presidente do Conselho de Administração da WTorre, Walter Torre Junior, e o diretor de Novos Negócios da empresa, Rogério Dezembro.
Devidamente vestidos com os equipamentos de segurança (botas, capacetes e coletes), os visitantes assistiram a uma breve palestra e um vídeo institucional. “Os projetos de engenharia e arquitetônico responderam ao modelo de negócios do empreendimento, que foi pensado para ser um espaço multiuso e não apenas um estádio”, explicou o diretor.
A versatilidade abrange desde o estacionamento (com capacidade para dois mil veículos), que será aberto a usuários da região durante a semana e em dias que não houver eventos ou jogos, até o minisshopping, a loja e o Museu do Palmeiras, além do restaurante, que funcionará independentemente de haver ou não atividades na arena.
No acordo com o Palmeiras, o projeto separa as atividades do clube, que repassa o direito de exploração por 30 anos. Neste período, o clube deverá receber cerca de R$ 2 bilhões, mais a renda obtida nos jogos, que será 100% do time. Outra fonte de renda do empreendimento resulta da parceria que a WTorre firmou com a empresa Allianz, que adquiriu os direitos sobre o nome da arena pelos próximos 20 anos. A previsão de entrega da obra, “depois de muitas intervenções negativas”, é abril de 2014.
“Foi um prazer recebê-los aqui. Essa visita certamente ficará na memória de vocês. Um dia poderão dizer que estiveram aqui e que participaram desse momento”, afirmou Walter Torre.
Jardim das Perdizes – Na segunda parte do roteiro, os visitantes seguiram para o novo bairro planejado da cidade de São Paulo, “um dos maiores empreendimentos do Brasil”, segundo enfatizou o diretor de Obra, Joelson de Oliveira, que recebeu o grupo ao lado do diretor técnico da Tecnisa, Fábio Villas Boas, e o gerente da obra, Rodrigo Okamura.
No percurso até chegar às maquetes, o grupo percorreu corredores que vão colocando o visitante do estande no clima do ‘bairro’, mostrando detalhes e curiosidades do projeto, da obra, do parque. A ambientação inclui som de pássaros ao longo do percurso, dando a impressão de que realmente se está num parque – um dos aspectos que caracterizam e diferenciam o empreendimento. Em um amplo salão, estão as maquetes, que reproduzem como será o bairro e que também vão mostrando o desenvolvimento da obra, conforme o lançamento, que está sendo feito em etapas.
Fábio Villas Boas explicou que o terreno, de 250 metros quadrados, adquirido em 2007, abrigava antigos prédios de uma empresa de telecomunicação. Todo o entulho resultante da demolição dessas construções foi utilizado na obra. “O parcelamento do solo foi obrigatório, para somente depois executarmos movimentos independentes, lote a lote”, informou o diretor.
O projeto, de proporções gigantescas, vai abrigar 28 torres, das quais 25 residenciais, uma comercial, outra corporativa, além de hotel e strip mall com lojas para atender às demandas dos moradores. A área verde do bairro é composta por três praças e um parque central, com um total de 2.500 árvores das mais diversas espécies, além de 200 replantadas. As praças e pistas possuem sistema de drenagem e toda água é captada para redes subterrâneas. “Utilizamos um sistema drenante que é mais caro, porém mais eficiente, e que tem um custo-benefício que o torna mais barato ao longo do tempo”, afirmou o diretor da obra. “O projeto de iluminação, todo em led, foi recusado várias vezes, mas finalmente aprovado”, complementou Villas Boas.
O local é um loteamento aberto, um bairro, com parques e vias públicas, e terá a associação Amo Jardim das Perdizes, que ficará responsável pela manutenção do projeto. As contrapartidas, segundo os diretores, está toda ligada ao parcelamento.
O diretor técnico contou que uma pesquisa com interessados mostrou que a principal motivação está relacionada ao fato de se tratar de um bairro planejado. “Este aspecto superou até mesmo a localização, item geralmente mais valorizado em consultas do setor.”
Na última etapa do percurso, os visitantes conheceram os apartamentos decorados, com seis diferentes plantas, que vão de 79 m2 até 285m2. As obras de quatro torres já tiveram início e mais de 80% das unidades foram vendidas. A expectativa de entrega total do empreendimento é em torno de 6 ou 7 anos, ”dependendo da demanda”.