
Rodrigo Luna defende medidas para que Brasil se torne ‘o país do presente’
Para Rodrigo Luna, somos “uma única nação, e temos de sempre buscar a conciliação”
Em parceria com o Estadão, o Secovi-SP promoveu o 10º Summit Imobiliário (30/6), iniciativa que reuniu autoridades e grandes players do setor. Na abertura do evento, o presidente da entidade, Rodrigo Luna, lembrou que, no ano passado, o mercado registrava recorde de vendas e lançamentos, mas a dúvida era se tal desempenho se sustentaria frente à inflação e aos juros altos. Apesar dos desafios, o mercado demonstra notável resiliência, com grande volume de lançamentos e vendas, 60% deles habitações de interesse social.
A conjuntura macroeconômica, porém, afeta o mercado de média renda, e a Faixa 4 do MCMV busca mitigar isso. Para fortalecer o crédito para o setor imobiliário, foram propostas ao governo medidas como: redução do compulsório da poupança pelo Banco Central; destinação integral dos recursos da poupança para habitação, suspendendo, ainda que temporariamente, o direcionamento para imóveis não residenciais; e criação da Letra de Crédito Imobiliário Institucional para fundos de pensão e seguradoras.
Conforme Luna, por depender do ajuste fiscal, é difícil prever quando a taxa de juros começará a cair. “Precisamos nos unir para que a carga do desequilíbrio fiscal não recaia sobre o setor produtivo. Por último, e não menos importante, não podemos estimular e muito menos aceitar questionamentos sobre a harmonia de nossa sociedade. Somos todos um só país, uma única nação, e temos de sempre buscar a conciliação”, concluiu.