O Plano Diretor de sua cidade pode afetar seu estilo de vida em diversos aspectos. Essa legislação, que orienta o desenvolvimento da cidade e estabelece as regras para a ocupação do solo, pode facilitar ou dificultar a vida das pessoas, impactando na questão da moradia e da mobilidade urbana.
Planos diretores de algumas cidades paulistas de médio porte, como Sorocaba, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos, tendem a ficar cada vez mais restritivos no que diz respeito à ocupação de áreas residenciais, dificultando a expansão imobiliária.
A restrição na legislação pode retrair as incorporadoras e loteadores dessas cidades de médio porte, levando-os a investir em cidades menores no entorno. O impasse deve sobrecarregar ainda mais essas regiões, já que a população continuará a trabalhar e a estudar nos grandes centros e terá que residir em locais cada vez mais distantes, agravando deste modo a mobilidade urbana, já bastante comprometida pelo excessivo número de veículos nas vias.
A grande tendência é o novo conceito de morar, estudar, trabalhar e praticar o lazer em uma mesma região da cidade. Nem sempre isso é possível, pois algumas áreas das cidades não comportam um grande adensamento populacional. Nas regiões próximas aos terminais de ônibus, o entorno pode ser mais populoso por conta da infraestrutura existente que facilita o acesso ao comércio, ao trabalho, entre outros.
O Secovi-SP (Sindicato da Habitação) tem acompanhado e analisado as mudanças propostas nos planos diretores das cidades, e defende coerência do poder público na elaboração e aprovação das legislações, tendo em vista os interesses da população.