Imobiliárias que vislumbram ter a Internet e os portais imobiliários como aliados devem primar pela qualidade das informações dos anúncios. Mediante a enxurrada de ofertas que há na web, as que tiverem menos dados e as piores fotos são automaticamente preteridas.
De acordo com dados da Digital Imob, agência focada em marketing imobiliário, 12 milhões de brasileiros acessaram portais imobiliários no mês de julho. Em média, cada usuário faz 5,6 pesquisas por imóveis no Google. Depois da busca, esses consumidores visitam quatro imóveis, dos quais 2,6 passam a ser fortemente considerados para fechamento de negócio.
Para falar como as imobiliárias e corretores podem se destacar nesse cenário, a Rede Secovi organizou o debate Negócios na Web. Estiveram presentes Brian Requarth, CEO do VivaReal; Caio Ribeiro, head do MercadoLivre Classificados; Dalton Toledo, diretor do SP Imóvel; Paulo Samia, COO do Imóvel Web; e William Machado, presidente do Tique Imóveis.
“Em nosso portal temos logs que privilegiam informações mais completas, como endereço do imóvel – embora a gente saiba de como isso enfrenta resistência por parte dos corretores –, fotos, valor do condomínio, entre outros”, sustentou Brian Requart. Caio Ribeiro, do MercadoLivre, lembrou que consumidor tem sempre dúvidas. “Estamos falando de um futuro comprador. Por isso a qualidade do que é informado é essencial”. William Machado afirmou que o brasileiro, por cultura, valoriza muito o aspecto visual, encetando que para a finalidade de aquisição de imóvel as características das imagens nos anúncios são preponderantes.
O diretor do SP Imóvel, Dalton Toledo, lembrou que há grandes imobiliárias que anunciam um monte de ofertas – o que não garante exposição dos imóveis. “Há imobiliárias pequenas que têm muito mais retorno que as maiores, porque a qualidade dos anúncios é superior”, disse.
Para Paulo Samia, “todos os portais têm de estar preparados para oferecer acesso aos seus serviços via dispositivos móveis. Em dois ou três anos, as plataformas móveis responderão por 70 a 80% dos acessos”. Além de preparar as operações para atender a tablets e smartphones, todos foram unânimes em afirmar que implantar chats on-line. Mais: os executivos também destacaram os picos de audiência de seus portais. Em suma, os horários mais acessados são das 11 às 15 horas, de segunda à sexta-feira. Nos fins de semana, a demanda cai, no entanto, as visitas são de mais qualidade. “A partir do momento em que você sabe quando os consumidores estão mais ativos, pode se preparar para atendê-los”, emendou Samia.
Os executivos também comentaram as ações adotadas por seus portais para alavancar anúncios, como ações de marketing e publicidade no Google, equipes dedicadas a analisar as ofertas e prestar consultorias aos anunciantes, ranqueamento de ofertas com informações mais completas aos consumidores, integração de plataformas com redes sociais , possibilidade de postar vídeo-demonstrações de imóveis, entre outros .