Conjugação de esforços permite acesso à moradia por milhares de famílias

Subsídio adicional já passa de R$ 1 bi e se consolida como política de inclusão do Faixa 1 nos grandes centros urbanos

O Programa MCMV Cidades se consolida como um dos maiores instrumentos de complemento de subsídios no Minha Casa, Minha Vida, operacionalizado pelo governo federal. Segundo a Caixa Econômica Federal, em 2025, o programa atingiu R$ 1,24 bilhão em contrapartidas de entes subnacionais, viabilizando 69.347 operações.

O fator mais positivo para a população é a continuidade e a abrangência do programa: já são dez estados com participação efetiva, cujo orçamento cresceu 53%, quando comparado a 2024. A grande maioria deles direciona os subsídios que variam de R$ 10 mil a R$ 20 mil, em média, para famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos, muito próxima da Faixa 1 do MCMV.

Em 2025, o estado que mais cresceu, em número de famílias beneficiadas, foi o de São Paulo com o Casa Paulista: 20.981 unidades – um aumento de 4% frente ao ano anterior.

Segundo Daniela Ferrari, diretora de Habitação Econômica do Secovi-SP, os recursos estaduais são decisivos para viabilizar a entrada do imóvel, permitindo que famílias da Faixa 1 acessem unidades da Faixa 2. Atualmente, a oferta da Faixa 1 em grandes centros urbanos é limitada por questões de viabilidade econômica.

Mais do que uma conjunção de esforços entre os entes da Nação para enfrentar o déficit habitacional, o programa funciona como motor econômico.

Ao combater o déficit de moradias, a construção civil e imobiliária movimenta uma cadeia produtiva que engloba mais de 90 atividades da indústria, comércio e serviços.

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