
A palavra de ordem é busca por qualidade na produção e operação dos ativos
Capacidade de oferecer espaços alinhados às novas dinâmicas determina o sucesso
O segmento de escritórios na cidade de São Paulo segue consolidando uma trajetória de crescimento. É o que indicam análises de inteligência de mercado do Secovi-SP, em parceria com a CBRE, capitaneadas por Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação da entidade.
O primeiro trimestre de 2026 começou forte em São Paulo, com uma alta de 35% na absorção líquida em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior, evidenciando o aquecimento do mercado e a superação do ciclo de incertezas pós-pandemia.
“A queda consistente na vacância, especialmente em ativos Triple A, revela que as empresas não apenas retornaram ao presencial, mas estão em busca de endereços premium que ofereçam infraestrutura tecnológica de ponta, conceitos de bem-estar aos colaboradores e conformidade com as exigências ESG. A escassez de espaços de alto padrão em regiões primárias somada à aceleração das novas locações tende a pressionar os preços, tornando o diferencial qualitativo um fator decisivo para a atração de ocupantes”, considera Sartori.
Os investidores e proprietários de ativos que buscaram modernização e que estão mais alinhados com as novas demandas corporativas destacam-se na capacidade de atração de novos locatários, bem como na retenção dos ocupantes existentes. O foco reside na capacidade de interpretar o mercado com ajuda de consultores especializados e uma postura proativa. “O mercado está mais aquecido, mas é, acima de tudo, seletivo”, conclui.