Um dos painéis do Fórum Urbanístico Internacional promovido pelo Secovi-SP na sexta-feira, 20/9, teve como tema Mobilidade Urbana e os Modais de Transporte.

Com a missão de apresentar os diferentes modais de transporte urbano existentes no mundo, suas vantagens e usos, Emiliano Affonso Neto, diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, comentou os critérios de seleção, que incluem a geografia da cidade, capacidade de lotação e eficiência.  Ele disse que essa escolha também depende do tipo de priorização feita pela cidade ao longo do tempo – isto é, uma cidade que colocou ênfase no transporte público terá um perfil completamente diferente daquela que focalizou o automóvel particular.

“O êxito do transporte público exige a sua integração ao planejamento do uso do solo. As soluções atuais, como corredores de ônibus (que estão sendo implantados maciçamente na Capital há alguns meses), estão saturadas”, criticou. “É necessário racionalizar o transporte. Metade dos deslocamentos é feita de carro em São Paulo.”

O presidente da Logit Engenharia Consultiva, Wagner Colombini, apresentou a Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012. De acordo com esse documento, a mobilidade urbana deve ir além dos serviços de transporte e contemplar a relação entre deslocamentos de pessoas e bens com o meio urbano. Dentre os seus princípios, Colombini destacou equidade ao acesso ao transporte coletivo e segurança nos deslocamentos. “A lei indica prioridade dos transportes não motorizados. O pedestre precisa de calçadas benfeitas e amplas, bem como o ciclista em relação às ciclovias. O assunto tem que ser encarado com coragem. Até 2015, todas as cidades deverão ter seu plano de mobilidade”, comentou.

“O desafio da mobilidade é mudar a matriz de transporte individual para o coletivo”, disse Edson Aparecido, Secretário de Estado da Casa Civil de São Paulo. “Deve haver planejamento integrado entre as esferas públicas e destas com a sociedade, para alcançar soluções.”

O secretário falou sobre o plano de expansão do metrô, trem e monotrilho na cidade de São Paulo, cujo investimento previsto entre 2012 e 2015 é da ordem de R$ 45 bilhões. Aparecido também mencionou a obra do Ferroanel e VLT, que promete retirar o transporte de carga das vias urbanas.

Um dos debatedores, o presidente da ADEMI-GO Ilezio Inácio Ferreira, mencionou o problema do financiamento do transporte público e apontou para a criação de um fundo de subsídio. Gerson Guariente Junior, presidente do SindusCon Norte/PR, segundo debatedor, enfatizou a importância do setor privado seguir articulando com as esferas públicas e lutar por um projeto de longo prazo.