O mercado de imóveis comerciais e corporativos evoluiu significativamente na cidade de São Paulo. Da Avenida Paulista, passando pela região da Faria Lima e da Vila Olímpia e, nos últimos anos, chegando à Berrini (Chácara Santo Antônio, Brooklin e Morumbi), nota-se como soluções arquitetônicas e sustentáveis harmonizaram-se às necessidades das empresas de oferecer a seus funcionários ambientes de trabalhos propícios ao aumento da produtividade.
Há, no entanto, uma diferença entre o que é imóvel comercial e corporativo: o primeiro é destinado a pequenos locatários – médicos, advogados, dentistas etc –, o segundo, a grandes empresas. “Cerca de 90% das imobiliárias trabalham com edifícios comerciais”, disse Guilherme Ribeiro, consultor imobiliário que palestrou em evento do PQE. Ainda segundo ele, a gestão de locação de lajes corporativas costuma ficar a cargo de empresas especializadas, geralmente, estrangeiras.
Entender as peculiaridades dos inquilinos de cada tipo de empreendimento é, para administradores e imobiliárias, o caminho para oferecer soluções sob medida.
Quem busca por conjuntos comerciais pequenos quer flexibilidade de prazo do contrato de locação, em geral, são profissionais autônomos ou empresas startups e o endereço não é tão relevante.
Já para clientes de prédios corporativos, a localização, por ser sinônimo de status, é preponderante. Além disso, também influenciam a recepção do edifício, a possibilidade de uso da área comum ao gosto do locatário, janelas que privilegiem a vista, layouts que permitam realizar mudanças rápidas, certificações sustentáveis e a quantidade de elevadores e catracas.
Na avaliação do palestrante, “influencia, também, as facilidades que o prédio oferece”. Como exemplo, ele lista a possibilidade haver recepção específica para serviços, sala de auditório disponíveis para locar e serviços de café e limpeza.