O governo federal anunciou no dia 6/2, em Brasília, medidas de ampliação do atendimento da demanda do programa Minha Casa, Minha Vida. A intenção é criar uma agenda positiva para o setor da construção civil e estimular a retomada do mercado imobiliário com a contratação de 610 mil unidades habitacionais ainda neste ano. Dentre as medidas anunciadas, estão o aumento do limite da faixa 3, que passou de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil, com financiamento à taxa de juros de 9,16%; e a correção pela inflação dos demais limites – faixa 1,5 sai de R$ 2,3 mil e vai para R$ 2,6 mil; e faixa 2 sai de R$ 3,6 mil para atender famílias com renda de até R$ 4 mil.

Os valores máximos de venda do imóvel também foram reajustados com base no INCC (Índice Nacional da Construção Civil), que encerrou o período de outubro de 2015 a dezembro de 2016 com índice de 6,67%. Em São José dos Campos e Taubaté o teto será de R$ 230 mil. Em Jacareí, Caçapava, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Pindamonhangaba e Tremembé o valor passa para R$ 180 mil.

As mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida visam ampliar o atendimento de famílias pelo programa. “Mais pessoas poderão comprar o imóvel. O aumento do limite da faixa 3, por exemplo, vai trazer para dentro do programa aquelas famílias que foram prejudicadas com a brutal queda de arrecadação da caderneta de poupança nos dois últimos anos, e que ficaram desassistidas”, ressalta Rodrigo Luna, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, que esteve na cerimônia de anúncio das medidas, em Brasília. “Com esse incentivo, a recuperação do mercado imobiliário nacional pode iniciar no segundo semestre deste ano”, aposta Luna.