Com um ritmo de atividade reduzido em 2014, o mercado imobiliário recebe com preocupação o aumento dos juros nos financiamentos habitacionais anunciado pela Caixa Econômica Federal, que concentra quase 70% das operações de crédito imobiliário no País.

Segundo o banco, a alteração se deve à elevação da taxa Selic, atualmente em 11,75%. Os juros da Caixa para habitação, um dos menores do mercado, costumam servir de parâmetro para os demais bancos.

Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), afirma que o aumento nas taxas do crédito imobiliário diminui o potencial de compra. “Quando se reduz os juros, mais pessoas são incluídas no mercado de imóveis. Se há aumento, ocorre o inverso: mais pessoas são colocadas para fora dele”, diz.

“Essa alta acaba criando uma dificuldade adicional para quem necessita adquirir um imóvel, seja para uso próprio ou para investimento”, avalia Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP e presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Ainda segundo Prando, espera-se, agora, que o governo crie incentivos, a fim de compensar a dificuldade gerada pela alta dos juros.

“A boa notícia é que o governo se comprometeu a não modificar os juros das operações do Minha Casa, Minha Vida, nem de financiamentos contratados com recursos do FGTS”, completa Prando.